Competição de carros projetados por estudantes de engenharia de Norte a Sul do Brasil será em Piracicaba (SP), de 28 de novembro a 1º de dezembro

Estudantes de engenharia de 53 instituições de ensino superior de 14 Estados e Distrito Federal se preparam para a 16ª Competição Fórmula SAE BRASIL, que será realizada de 28 de novembro a 1º de dezembro no Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo (ECPA), em Piracicaba, SP (veja lista das equipes por região).

Os carros, que lembram um Fórmula1, são projetados e construídos por estudantes de cursos em diversas áreas da engenharia, sob a supervisão de professores. Eles são também responsáveis pela organização e gestão do trabalho das equipes, além da viabilidade econômica do projeto.

As equipes que obtiverem as melhores pontuações na etapa brasileira poderão representar o Brasil na competição mundial, promovida nos Estados Unidos em 2020 pela SAE International.


O Fórmula SAE – Os carros Fórmula SAE a combustão têm motores de quatro tempos e capacidade volumétrica máxima de 710 cm³. Os elétricos são alimentados a partir de baterias de até 600 volts, com autonomia de pelo menos 22 km e potência para alcançar velocidade superior a 100 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em menos de 3.7s. Na competição, a recarga das baterias é realizada em carga lenta, em área com alto nível de segurança.

História – Os carros Fórmula SAE surgiram nos Estados Unidos, em 1981. Além do Brasil e dos Estados Unidos, as competições de veículos a combustão são realizadas na Alemanha, Austrália, Áustria, Espanha, Hungria, Inglaterra, Itália e Japão. O Brasil ingressou no circuito em 2004, com o objetivo de fomentar nos estudantes de graduação e pós-graduação de engenharia a especialização técnica em veículos de alto desempenho, de acordo com as regras definidas pela SAE International. As competições de veículos na categoria elétrica são realizadas na Alemanha, Austrália, Inglaterra e Itália, além do Brasil e Estados Unidos.

“Os programas estudantis da SAE BRASIL motivam os jovens à carreira de engenharia e lançam desafios muito além do conhecimento acadêmico adquirido na sala de aula”, analisa Mauro Correia, presidente da SAE BRASIL 2017/2019.

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