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A manutenção preventiva dos pneus é fundamental para garantir a segurança do motorista e dos passageiros. A Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, indica, entre um conjunto de medidas a serem tomadas para prolongar sua vida útil, o rodízio. Este importante procedimento permite que o desgaste dos pneus ocorra de maneira estável, equilibrando o desempenho em termos de dirigibilidade e frenagem.
 
O rodízio de pneus consiste na troca de posição entre os pneumáticos conforme o seu modelo (radial ou diagonal); tipo (simétrico, assimétrico ou unidirecional) e tração (dianteira, traseira ou tração nas quatro rodas). Além disso, é recomendável que cada pneu passe por todas as posições de montagem para equilibrar os desgastes, incluindo o estepe.
 
O ideal é fazer o rodízio periodicamente, de acordo com o manual do veículo. Na falta deste, o rodízio pode ser feito a cada oito mil quilômetros para pneus radiais, e a cada cinco mil para os diagonais.
 
“Sempre que o rodízio for realizado, é necessário alinhar e balancear as rodas, verificar e ajustar a pressão de inflação (utilizando o valor indicado pelo fabricante do veículo de acordo com a carga transportada), checar as condições das rodas (se não possuem amassados ou trincas, por exemplo) e das válvulas de ar”, lembra Quadrelli.
 
Os esquemas a seguir indicam os rodízios recomendados de acordo com cada caso:
 
– Observações importantes: 
1: As linhas tracejadas indicam trocas alternativas que podem ser feitas em lugar das indicadas pelas linhas sólidas. 
2: Pneus assimétricos: usam os mesmos esquemas de pneus normais (simétricos) já que o rodízio manterá o lado externo montado na parte externa, pois o pneu não é desmontado da roda (não deve ser invertido no aro). 
3: Pneus unidirecionais: usar os esquemas acima, mas se houver necessidade de passar para o lado oposto, deverão ser desmontados e invertidos no aro. 
4: Pneus assimétricos e unidirecionais: pneus que são ao mesmo tempo assimétricos e unidirecionais devem seguir os esquemas de pneus unidirecionais. 
5: Veículos 4×4: executa-se o rodízio em “X” dos quatro pneus (caso não sejam unidirecionais). 
6: Veículos com medidas diferentes nos dois eixos: o rodízio é feito trocando-se os pneus do mesmo eixo entre si.
 
“Caso o motorista não efetue o rodízio, o desgaste dos pneus se processará de maneira desigual já que normalmente os pneus dianteiros se desgastam mais rapidamente que os traseiros. Com isso o desempenho dos pneus em termos de dirigibilidade e frenagem é afetado já que o comportamento dinâmico dos pneus nos dois eixos não será mais uniforme”, finaliza Quadrelli.
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