Pilotos tem uma programação completa de exercícios físicos, treinamento em simuladores e até a busca por antigos e novos passatempos.

#Fiqueemcasa também é uma diretriz que se aplica aos pilotos da BMW. Em vez de competir nas várias séries de corridas, eles estão passando o tempo em casa, mas de maneira alguma estão sentados sem nada para fazer. Mesmo neste intervalo obrigatório, os pilotos da BMW têm uma programação completa, que varia de treinamento físico e corrida de simuladores, tempo com a família, até a busca de passatempos antigos e novos.

Manter a forma nos preparativos para a pré-temporada

Os pilotos da BMW estão aproveitando o tempo em casa – por conta da quarentena de combate ao novo Coronavírus – para manter a forma e estarem mais preparados para quando retomarem as primeiras corridas. Os profissionais estão sendo treinados em casa pela Fórmula Medicine, que envia planos de atividades especialmente elaborados para os pilotos.

O bicampeão alemão da DTM Marco Wittmann, por exemplo, compartilha diariamente com seus fãs suas sessões de treinamento pelas redes sociais. “No momento, estou com uma rotina intensa de exercícios, seja treinamento de resistência, força, coordenação ou treinamento mental”, afirma o piloto.

Para o austríaco Lucas Auer, novo contratado da BMW para a DTM, o esporte tem sido seu foco principal. “Faço duas sessões por dia de exercícios, isso me ajuda a manter a forma e a me sentir bem. Em casa tenho os equipamentos que me ajudam no treino de resistência como uma esteira, ergômetro e uma manivela. Além disso, estou fazendo todos os exercícios específicos para pescoço e tronco, necessários para manter a forma.”

Simulador de corrida: se preparando para a vida real

Essa é uma atividade que há muito tempo tem feito parte da rotina de todos os pilotos da BMW: corrida de simuladores, que é um dos pilares do treinamento do BMW Group Motorsport. “Atualmente o simulador de corrida tem experimentado um boom incrível devido a situação atual”, revela o piloto alemão da BMW para corridas GT Martin Tomczyk.

Segundo Tomczyk, quase todo piloto tem um simulador em casa hoje em dia, “qualquer pessoa que ainda não tenha provavelmente irá comprar um em breve”, afirma o piloto. “As simulações são de alto padrão e bem realistas, os desenvolvedores organizaram de tal forma que a pessoa se sente atraída e motivada a treinar, deixando qualquer um em êxtase quando consegue uma vitória. Trabalho em equipe, preparação, disciplina e concentração são fatores explorados pelo simulador de corrida”, explica Martin Tomczyk.

Tempo para a família

Um aspecto positivo da situação atual para muitos pilotos da BMW é que agora eles podem passar mais tempo com suas famílias e estão fazendo isso em todo o mundo. O piloto brasileiro da GT Augusto Farfus, por exemplo, está com sua esposa e filhos no Brasil. “É ótimo estar com minha família. Isso é algo que não tem acontecido nos últimos 20 anos da minha vida. Infelizmente, é por causa de algo que não é nada agradável, mas pelo menos estou aproveitando mais tempo com meus pais e minha família do que normalmente a rotina permite”, conta Farfus.

Nova função: piloto de corrida como professores em casa

Os pilotos da BMW que têm filhos em idade escolar também estão assumindo outro papel no momento – assim como inúmeros pais ao redor do mundo. As crianças passaram a estudar em casa. “Isso significa que a mãe e o pai precisam assumir o papel de professores. Recebemos os deveres de casa do professor e passamos duas horas pela manhã com as crianças. Afinal, esse é um tempo que não será possível recuperar mais tarde e é por isso que a educação em casa é necessária. É realmente uma experiência interessante”, conta Tomczyk, e acrescenta com uma risada, “mas também gasta muita energia dos pais”.

A educação em casa também faz parte da rotina diária da família Farfus no Brasil. A filha do piloto estuda em Mônaco; agora o pai a ajuda a estudar. “Há muito dever de casa para fazer, em inglês e francês, e isso é um grande desafio. Ela está na quarta série e está aprendendo coisas como matemática, geografia e história. É ótimo estar muito mais envolvido no desenvolvimento acadêmico da minha filha, mas isso leva muito tempo. Acordamos às 6h, no horário brasileiro, todas as manhãs e depois passamos pelo menos três horas fazendo os exercícios. Depois, na hora do almoço, realizamos outra sessão de aprendizado porque estamos tentando acompanhar o tema da aula”, detalha o piloto.

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