A conclusão dos testes mostrou que, caso o governo decida aumentar o teor de biodiesel no óleo diesel comercial para 15%, os veículos poderão apresentar danos ambientais.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, esclarece que apresentou para o Ministério de Minas e Energia relatório de consenso entre os fabricantes não recomendando aumentar o teor de biodiesel no óleo diesel comercial para 15%.

A entidade seguiu prazos acordados com o Ministério que estipulou a data de 01 de março para entrega do relatório final.

O conceito adotado para realização dos ensaios foi de dividir os diferentes testes necessários entre as empresas, uma vez que a quantidade de itens a serem avaliados era grande e a disponibilidade de combustível era limitada. Além disso, o prazo disponível era curto o que dificulta ensaios mais complexos de longa duração.

A decisão de dividir os testes entre os fabricantes foi apresentada para o Ministério que concordou com a opção.

É fato que alguns testes não apresentaram alterações, porém é consenso entre as montadoras, e esta questão foi apresentada ao Ministério, que caso algum teste apresentasse problemas, a indicação da indústria automobilística seria para não elevação do teor de biodiesel.

A conclusão dos testes mostrou que, caso o governo decida aumentar o teor de biodiesel no óleo diesel comercial para 15%, os veículos poderão apresentar danos ambientais, aumento de custo operacional para o transportador e impactos para a segurança do veículo. Principalmente para a frota em circulação que não está adaptada para o novo teor de biodiesel.

Entre os resultados obtidos, podemos citar:

  1. Aumento da emissão de NOx;
  2. Não atendimento à demanda legal para garantia de durabilidade de emissões, previsto pelo Proconve;
  3. Aumento da periodicidade da troca de óleo e filtros;
  4. Entupimento de filtro e injetores;
  5. Aumento do consumo de combustível;
  6. Desgaste dos componentes metálicos do motor;
  7. Combustível com baixa estabilidade à oxidação (forma resíduos).

Os resultados negativos trazidos pelos testes das montadoras – mesmo sendo verificados por poucas empresas – fizeram com que a Anfavea e todos os fabricantes não recomendassem o aumento do teor de biodiesel no momento.

A indústria automobilística brasileira possui centros de pesquisa e desenvolvimento altamente qualificados e comprometidos em entregar ao consumidor veículos seguros e eficientes. Testes como esses, realizados pelas montadoras, são essenciais para garantir que os produtos não apresentem problemas no futuro.

Antonio Megale
Presidente da Anfavea

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