Em 2018 o Compass, modelo da Jeep, foi o veículo mais blindado

Em 2018, 11.912 veículos foram blindados no Brasil. O levantamento, feito pela Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) com as empresas associadas e que representam mais de 60% da produção total de veículos blindados no país, mostra que a sensação de insegurança generalizada fez com que a procura por esse tipo de proteção ficasse cada vez mais descentralizada. A frota blindada estimada no país atualmente é de quase 220 mil automóveis.

De acordo com a entidade, em 2017, quase 75% da produção de blindagem se concentrava em São Paulo. Já em 2018, o estado paulista foi responsável por 66% da produção. No ranking estadual da blindagem, Rio de Janeiro ocupa a segunda posição, com 15,87% – quase o dobro do que foi registrado em 2017 (8,45%).

Os estados de Pernambuco (5,96%); Ceará (4,01%); e Minas Gerais (2,43%) compõem a lista dos cinco estados que mais blindaram no ano passado. Rio Grande do Norte (2,07%); Pará (1,65%); Santa Catarina (0,45%); Goiás (0,37%); e Bahia (0,31%) fecham a lista dos dez estados que mais produziram blindados no ano passado.

“Esse recorte do levantamento mostra de forma clara que o medo da violência urbana é geral, o que faz o serviço de blindagem ser procurado por brasileiros de todas as regiões do país”, afirma Marcelo Christiansen, presidente da Abrablin.

Cresce participação feminina

Ao traçar o perfil do usuário da blindagem, a pesquisa da entidade revela que as mulheres estão ampliando a presença no segmento. Em 2018, elas representaram 46% do perfil de usuário desse tipo de proteção. No ano anterior, elas somaram 43% do total.

Para o presidente da Abrablin, a participação feminina na blindagem deve seguir crescente, “já que as mulheres estão cada vez mais participativas no mercado de trabalho, fora do lar. Ficam, assim, mais expostas à criminalidade e com medo diante de toda essa violência urbana que vivenciamos, e buscam a proteção com a blindagem de seus veículos.”

Além do gênero, a pesquisa indica outros detalhes do perfil de quem procurou pela blindagem automotiva em 2018. Com relação à faixa etária, enquanto a maioria masculina (38%) tem entre 50 e 59 anos, a maior parte das mulheres (39%) está na faixa dos 40 aos 49 anos. Do número total de usuários da blindagem, 61% são executivos/empresários; 16% políticos; 11% juízes; 9% artistas/cantores; e 3% outras ocupações.

Em 2018, ainda de acordo com o levantamento da associação, o Compass, modelo da Jeep, foi o veículo mais blindado. O Corolla, da Toyota, foi o segundo. O XC-60, da Volvo; o Discovery, da Landrover; e o X1, da BMW completam a lista dos cinco modelos mais blindados.

A blindagem de nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum, foi a mais praticada no mercado. O valor médio para esse tipo de proteção é de R$ 53.850,00.

Para 2019, a associação estima que a produção de blindados no país aumente entre 20% e 25%. “O medo e a sensação de insegurança segue presente na vida do brasileiro. Desde que a economia do país apresente-se mais estável, acreditamos que mais cidadãos recorrerão à blindagem como alternativa de proteção”, conclui o presidente da Abrablin.

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