Se o seu carro é preto, prata, azul, o popular branco ou mesmo até o extravagante laranja tanto faz. O fato é que independentemente da cor do veículo, todos passam pelo mesmo processo. O coordenador de Treinamentos e Assistência Técnica da PPG, Franklin Jeronimo, explica como são feitas as cores da repintura automotiva. Confira a seguir os detalhes:
 
Como é que…?
O procedimento mais adequado para se chegar a qualquer cor é por meio da mistura de concentrados. A PPG possui sistemas tintométricos dedicados especialmente a isso. Trata-se de linhas de produtos compostas de concentrados dos mais diversos tipos e tonalidades, incluindo lisos, metálicos, perolizados, entre outros. Cada cor possui uma formulação específica, que demanda uma combinação desses pigmentos para se chegar ao resultado final.
 
É fácil! É fácil…?
Parece simples, mas, na verdade, a cor está intimamente ligada à tinta aplicada e a técnica executada. No processo automotivo original, é obtida por meio da aplicação das tintas líquidas, com equipamentos de pulverização, pistolas de pintura, braços robóticos, entre outros. Na repintura automotiva este processo é feito por meio de pistolas manuais, o que exige uma técnica apurada do pintor profissional. Este, por sua vez, deve ser capacitado para realizar a pintura correta do veículo nas empresas de funilaria e pintura.
 
Então é fácil? Sim ou não?
Não, definitivamente. A cor é o que primeiro chama a atenção das pessoas ao visualizar um veículo. Ao longo dos anos, as tonalidades foram modernizadas, de maneira a agradar ao público em todos os sentidos. Esta evolução trouxe consigo muitos efeitos visuais e cores transparentes, o que passou a exigir composições especificas que, muitas vezes, são alcançadas com ajuda de um primer, que é o produto aplicado antes da tinta, dando o fundo para a cor. A coloração do primer pode variar de maneira a ajudar na tonalidade dessa cor, tornando-a mais fiel ao que se pretende obter.
 
Mas por que a tonalidade é tão importante?
O processo de aplicação é importante para manter a originalidade do veículo e o aspecto de carro novo. Isso evita diferenças entre a cor das peças originais e das peças repintadas, por exemplo.
 
E as cores que brilham?
São conhecidas como tons perolizados. Utilizam na sua formação concentrados a base de pigmentos, constituídos de mica ou outros óxidos metálicos. Esse tipo de pigmento tem propriedades especiais de reflexão da luz, o que aumenta a variedade de acabamentos possíveis, já que refletem tons diferentes dependendo do ângulo de observação.
 
Seguindo uma tendência mundial, o mercado automotivo nacional começa a apresentar algumas opções de veículos bicolores, que já despertam o interesse dos consumidores brasileiros. Isso também vale para os tons perolizados.
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