O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro caiu pelo segundo ano seguido em 2016 e confirmou a pior recessão da história do país, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no último dia 7 de março. A retração foi de 3,6% em relação ao ano anterior. Entre os fatores que contribuíram para o mal desempenho, está a queda nos serviços de transporte, armazenagem e correios, que acumularam perdas de 7,1% em 2016, o pior resultado desde 1996. 
Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%. Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só foi verificada no Brasil nos anos de 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.
 
“Não há dúvidas de que enfrentamos uma crise sem precedentes. A instabilidade econômica foi o principal fator para a redução da demanda por serviços de transporte, o que diminuiu as receitas das empresas e forçou a redução das atividades do setor”, comenta o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Clésio Andrade, esclarecendo que 2016 foi mais um ano de aumento no custo operacional e diminuição dos quadros de funcionários. 
O presidente da CNT acredita, contudo, que o governo tem dado sinais positivos, com sua política econômica, de que o crescimento será retomado em breve, “fazendo os ajustes necessários e tomando as medidas certas”. “Mas o poder público ainda precisa priorizar os fortes investimentos em infraestrutura de transporte, com a participação de destaque da iniciativa privada.”
Impacto
A área de transporte e logística foi fortemente afetada pelo desempenho dos demais setores da economia, que apresentaram resultados negativos no último ano.
Além disso, o aumento do desemprego (11,9%) reduziu o número de viagens diárias no percurso casa-trabalho-casa, diminuindo a geração de receita das empresas de transporte urbano de passageiros. 
A consequente redução da renda das famílias brasileiras impactou a demanda por produtos, afetando o comércio (-6,3%) e as empresas de transporte de cargas. A indústria, por sua vez, registrou retração de 3,8%, minando a demanda por transporte de matérias primas e de bens finais. 
O setor transportador, assim, foi o segmento com o pior resultado em 2016. A queda de receita, aliada ao baixo incentivo à realização de investimentos, obrigou os transportadores a adiar mais seus aportes, o que teve efeitos diretos nas indústrias de veículos, peças, acessórios e combustíveis.
Fonte: Agência CNT de Notícias
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