Em 2018, São Paulo foi o estado que mais blindou. Foi responsável por 66% da produção

Em 2018, cerca de 12 mil carros foram blindados no país, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin). A proteção foi a alternativa buscada por cidadãos frente ao crescimento da violência urbana e da sensação de insegurança. Mas, como é feito o processo de blindagem? Quais partes do veículo recebem a proteção?

“O processo exige equipe altamente capacitada e, quanto mais tecnologia tiver o carro, mais complexo é o procedimento”, explica Marcelo Christiansen, presidente da Abrablin.

O primeiro passo para a blindagem é a obtenção de autorização de sua execução junto ao Exército Brasileiro, órgão que fiscaliza o setor, bem como a escolha do nível de blindagem. O mais usado no país é o nível III-A, que resiste aos disparos de submetralhadoras (pistolas) 9mm e revólveres .44 Magnum.

Após autorização e definição do nível de blindagem o carro segue até o pátio da blindadora. Ali, por computador, são feitas todas as medidas do veículo, que servirão para os cortes das chapas de aço e dos painéis balísticos a serem instalados.

Por dentro, o veículo é todo desmontado. Assim, pode-se instalar tanto o painel balístico quanto as chapas de aço, que são introduzidas nos pontos considerados de maior vulnerabilidade, como nas junções dos painéis balísticos. Todas as áreas internas, como colunas, maçanetas, laterais, inclusive teto, devem receber a proteção.

Os vidros originais são substituídos por vidros blindados. Por conta do peso desse novo material, os sistemas de acionamento dos vidros elétricos são redimensionados de acordo com cada modelo.

Por fim, o veículo é novamente montado. Somente depois de passar por testes testes de verificação de eixo de gravidade, dinâmica, detecção de barulhos, impermeabilidade, eletrônica e suspensão é que está pronto e devidamente protegido de modo a garantir segurança para seus ocupantes.

De acordo com a Abrablin, o valor médio para a proteção no nível III-A em 2018 foi de R$ 53.850,00.

No período, o Compass, modelo da Jeep, foi o veículo mais blindado. O Corolla, da Toyota, foi o segundo. O XC-60, da Volvo; o Discovery, da Landrover; e o X1, da BMW completam a lista dos cinco modelos mais blindados.

Em 2018, São Paulo foi o estado que mais blindou. Foi responsável por 66% da produção. Rio de Janeiro ocupou a segunda posição, com 15,87% – quase o dobro do que foi registrado em 2017 (8,45%).

Os estados de Pernambuco (5,96%); Ceará (4,01%); e Minas Gerais (2,43%) compõem a lista dos cinco estados que mais blindaram no ano passado. Rio Grande do Norte (2,07%); Pará (1,65%); Santa Catarina (0,45%); Goiás (0,37%); e Bahia (0,31%) fecham a lista dos dez estados que mais produziram blindados no ano passado.

Foto: BSS Serviços de Blindagem/Mauricio Oliveira

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