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O pneu é um item básico dos veículos e faz parte do cotidiano de milhões de motoristas de carros de passeio, ônibus, caminhões e máquinas agrícolas. Para garantir a segurança e durabilidade deste item tão importante, alguns cuidados são fundamentais.
 
A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), entidade que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instaladas no país desde 1960, tem um guia com dicas para fazer a manutenção correta e aumentar a vida útil dos pneus. De acordo com a entidade, os fabricantes também investem em tecnologia para atender a consumidores cada vez mais exigentes.
 
A primeira dica é respeitar o desgaste máximo de 1,6 mm de profundidade dos sulcos, limite de segurança em que o pneu passa a ser considerado “careca”. A ANIP alerta que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) proíbe o tráfego de veículos neste estado, o que pode causar apreensão.
 
Pneus com sulcos abaixo do limite de segurança aumentam as chances de derrapagens laterais e requerem mais espaço para frenagem, mesmo em pista seca. Em pistas molhadas, também causam instabilidade, uma vez que não dão drenagem adequada à água.
 
Existem componentes mecânicos do veículo – amortecedores, molas, freios, rolamentos, eixos e rodas – que interferem na quilometragem rodada dos pneus. Sem a manutenção correta, eles podem ocasionar desgastes prematuros. Outra dica importante é o balanceamento das rodas para evitar perda de tração, estabilidade e desgastes acentuados.
 
Desvios mecânicos provocam o desgaste prematuro de pneus e o desalinhamento da direção, o que deixa o veículo instável e inseguro. O carro deve ser alinhado sempre que sofrer impactos na suspensão, na troca de pneus ou quando eles apresentarem desgastes irregulares, quando o veículo estiver puxando para um lado ou a cada 10 mil km.
 
Calibrar os pneus é outro cuidado para garantir a durabilidade. A baixa pressão acelera o desgaste, consome mais combustível, diminui a estabilidade nas curvas, deixa o veículo mais ‘pesado’ e interfere na capacidade de manejo. O excesso de pressão também é prejudicial porque causa maior desgaste no centro de rodagem e reduz a estabilidade nas curvas por causa da menor área de contato com o solo.
 
Para garantir mais eficiência e estabilidade, especialmente em curvas e freadas, o rodízio dos pneus deve ser feito para compensar a diferença de desgaste. As últimas dicas são evitar o contato do pneu com derivados do petróleo ou solventes, que atacam a borracha e não dirigir com freadas fortes ou mudanças bruscas de direção. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
 
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