\"\"Andar de moto é uma paixão compartilhada por muitas pessoas. Sensação de liberdade e o prazer de sentir o vento batendo no corpo são alguns dos sentimentos destacados por quem gosta de utilizar o veículo. Mas os riscos também são bem conhecidos: motociclistas são bem mais vulneráveis que condutores de quaisquer outros veículos que trafegam nas ruas das cidades e nas estradas. 
 
Levantamento mais recente divulgado pela Líder, administradora do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), aponta que, no primeiro quadrimestre do ano, 74% das indenizações por acidentes de trânsito foram pagas a motociclistas. Isso apesar de as motos representarem apenas 27% da frota de veículos no país. Os dados apontam, ainda, que em aproximadamente 8 de cada 10 casos, as vítimas são homens. De todas as indenizações, 80% foram por invalidez (95,8 mil). 
 
Apesar disso, muitos fatores levam à opção pela motocicleta, além do prazer de pilotar: menor custo de aquisição e manutenção, menor consumo de combustível e o trânsito cada vez pior nas grandes cidades que torna essa uma alternativa mais rápida nos deslocamentos. 
 
Conforme o instrutor do Curso Especializado de Motofretista do Sest Senat Bauru (SP) Sebastião Laerte Fabro de Camargo, diante disso, a adoção de cuidados simples diminui o risco de o motociclista se envolver em ocorrências ou sofrer danos mais sérios. 
 
“A maior parte dos acidentes ocorre por falta de atenção e excesso de velocidade”, alerta ele. Por isso, além de ser uma exigência da lei, respeitar os limites das vias e sinalizar qualquer tipo de manobra com antecedência são condutas fundamentais.  
 
Outro comportamento comum à maioria absoluta dos motociclistas é trafegar no meio dos veículos, o que ainda é uma questão polêmica. Embora a prática tenha sido proibida pelo artigo 56 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o trecho foi vetado. Apesar disso, na avaliação de Sebastião Camargo, esse comportamento é perigoso e deve ser evitado. Para o instrutor do Sest Senat, a moto só deve trafegar entre os veículos se o trânsito estiver parado e, ainda assim, com muita cautela por parte dos motociclistas. “A qualquer momento pode aparecer um pedestre fazendo a travessia na pista ou alguém sair de um carro, por exemplo, provocando um acidente”, explica. 
 
Outra medida que reduz os riscos ao condutor de motocicletas é evitar sair em dias de chuva. Além de prejudicar a visibilidade, até mesmo porque o capacete fica molhado e embaçado, a pista molhada aumenta muito o risco de derrapagem e oculta falhas na pista, como buracos.  
 
Quando há alguém na carona, os riscos também são maiores. “Quando você carrega alguém que não está acostumado a andar de moto e você faz uma manobra rápida, leva o corpo para um lado e o carona se assusta. O que mais ocorre é a pessoa agarra o piloto, fazendo com que se desequilibre”, reforça Sebastião. Por isso, é importante orientar o passageiro para que se segure na moto todo o tempo, sem deixar as mãos soltas ou ocupadas, por exemplo, carregando objetos. 
 
Sebastião Camargo já percorreu mais de mil quilômetros em uma motocicleta, entre São Paulo e o Distrito Federal. Por isso, orienta com conhecimento de causa: não viaje com um carona e nunca pegue a estrada à noite. E, seja no dia a dia nas cidades, seja para encarar uma rodovia, motociclistas devem estar sempre com todos os equipamentos de proteção: capacete (preferencialmente fechado), luvas, roupas compridas e resistentes e calçados bem fechados. “Andar de moto é uma paixão. Mas tem que curtir. Tem que ser com responsabilidade e tranquilidade”, complementa o instrutor do Sest Senat. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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\"\"Andar de moto é uma paixão compartilhada por muitas pessoas. Sensação de liberdade e o prazer de sentir o vento batendo no corpo são alguns dos sentimentos destacados por quem gosta de utilizar o veículo. Mas os riscos também são bem conhecidos: motociclistas são bem mais vulneráveis que condutores de quaisquer outros veículos que trafegam nas ruas das cidades e nas estradas. 
 
Levantamento mais recente divulgado pela Líder, administradora do Seguro DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), aponta que, no primeiro quadrimestre do ano, 74% das indenizações por acidentes de trânsito foram pagas a motociclistas. Isso apesar de as motos representarem apenas 27% da frota de veículos no país. Os dados apontam, ainda, que em aproximadamente 8 de cada 10 casos, as vítimas são homens. De todas as indenizações, 80% foram por invalidez (95,8 mil). 
 
Apesar disso, muitos fatores levam à opção pela motocicleta, além do prazer de pilotar: menor custo de aquisição e manutenção, menor consumo de combustível e o trânsito cada vez pior nas grandes cidades que torna essa uma alternativa mais rápida nos deslocamentos. 
 
Conforme o instrutor do Curso Especializado de Motofretista do Sest Senat Bauru (SP) Sebastião Laerte Fabro de Camargo, diante disso, a adoção de cuidados simples diminui o risco de o motociclista se envolver em ocorrências ou sofrer danos mais sérios. 
 
“A maior parte dos acidentes ocorre por falta de atenção e excesso de velocidade”, alerta ele. Por isso, além de ser uma exigência da lei, respeitar os limites das vias e sinalizar qualquer tipo de manobra com antecedência são condutas fundamentais.  
 
Outro comportamento comum à maioria absoluta dos motociclistas é trafegar no meio dos veículos, o que ainda é uma questão polêmica. Embora a prática tenha sido proibida pelo artigo 56 do CTB (Código de Trânsito Brasileiro), o trecho foi vetado. Apesar disso, na avaliação de Sebastião Camargo, esse comportamento é perigoso e deve ser evitado. Para o instrutor do Sest Senat, a moto só deve trafegar entre os veículos se o trânsito estiver parado e, ainda assim, com muita cautela por parte dos motociclistas. “A qualquer momento pode aparecer um pedestre fazendo a travessia na pista ou alguém sair de um carro, por exemplo, provocando um acidente”, explica. 
 
Outra medida que reduz os riscos ao condutor de motocicletas é evitar sair em dias de chuva. Além de prejudicar a visibilidade, até mesmo porque o capacete fica molhado e embaçado, a pista molhada aumenta muito o risco de derrapagem e oculta falhas na pista, como buracos.  
 
Quando há alguém na carona, os riscos também são maiores. “Quando você carrega alguém que não está acostumado a andar de moto e você faz uma manobra rápida, leva o corpo para um lado e o carona se assusta. O que mais ocorre é a pessoa agarra o piloto, fazendo com que se desequilibre”, reforça Sebastião. Por isso, é importante orientar o passageiro para que se segure na moto todo o tempo, sem deixar as mãos soltas ou ocupadas, por exemplo, carregando objetos. 
 
Sebastião Camargo já percorreu mais de mil quilômetros em uma motocicleta, entre São Paulo e o Distrito Federal. Por isso, orienta com conhecimento de causa: não viaje com um carona e nunca pegue a estrada à noite. E, seja no dia a dia nas cidades, seja para encarar uma rodovia, motociclistas devem estar sempre com todos os equipamentos de proteção: capacete (preferencialmente fechado), luvas, roupas compridas e resistentes e calçados bem fechados. “Andar de moto é uma paixão. Mas tem que curtir. Tem que ser com responsabilidade e tranquilidade”, complementa o instrutor do Sest Senat. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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