O maior número de ocorrências de quebra da junta homocinética não está relacionado há problemas com o componente em si. As ocorrências na maioria das vezes estão relacionadas a outros componentes do sistema de transmissão ou suspensão, conforme avaliação da Nakata.
 
A junta deslizante fica no lado do câmbio e devido a sua aparência também é chamada de “bolachão” pelo mercado de reposição. As características construtivas dessas juntas permitem que o semieixo homocinético sofra variações no seu comprimento (daí o nome deslizante) para poder acompanhar e compensar os movimentos da suspensão do veículo.
 
As principais causas de quebra do componente são:
– Carro rebaixado altera o ângulo do semieixo e provoca a quebra da homocinética deslizante, aplicada no lado câmbio.
– Coxim do motor e/ou câmbio quebrado causa desalinhamento do conjunto e posterior quebra da junta.
– Longarina empenada ou quebrada assim como os coxins, provoca desalinhamento do conjunto e posterior quebra da junta.
– Cambagem fora de medida
– Na junta fixa (lado da roda) a maioria das quebras estão relacionadas ao excesso de torque aplicado na porca de fixação do cubo ou quando o veículo esterça mais para um dos lados, descentralização.
 
“Quando a quebra da junta ocorre por interferência nos seus ângulos operacionais às cargas de trabalho deixam marcas nos anéis interno e externo. Essas marcas facilitam a interpretação da causa da falha. A regra básica é não deixar de fazer uma inspeção detalhada nos demais componentes da suspensão e nos coxins de motor e câmbio antes de substituir as juntas homocinéticas. Após a conclusão do reparo é necessário fazer o alinhamento do veículo”, orienta Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata.
 
Para evitar uma segunda troca desnecessária, ao substituir uma junta quebrada, faça uma verificação completa do sistema de suspensão e transmissão. Não deixe de consultar as causas relacionadas substituindo as peças com problema.
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