Crescimento dos casos de COVID-19 no País e aumento do ICMS em São Paulo afetam Setor da Distribuição de Veículos no primeiro mês de 2021.

A FENABRAVE – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores divulgou, nesta terça-feira, 2 de fevereiro, que os emplacamentos de veículos novos, considerando todos os segmentos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários e outros) somaram 274.093 unidades, o que representa uma baixa de 8,16% na comparação com janeiro do ano passado (298.459 unidades). Na comparação com dezembro de 2020 (363.142 unidades), o resultado também foi de retração ainda maior, de 24,52%.

No ranking histórico (entre todos os meses de janeiro, desde 1957), janeiro/2021 está na 13ª posição.

Automóveis e Comerciais Leves

Os segmentos de automóveis e comerciais leves, somados, apresentaram queda de 11,7% em janeiro/2021, se comparado com o mesmo mês de 2020, totalizando 162.567 veículos esse ano, contra 184.112 unidades, no primeiro mês do ano passado. Houve queda, também, quando comparados os dados de janeiro/2021 com os de dezembro de 2020 (232.795 unidades comercializadas). Nesse caso, a retração chegou a 30,17%. “Historicamente, o mês de janeiro costuma apresentar uma pequena retração nas vendas, já que os gastos das famílias aumentam nesse primeiro mês do ano, com matrículas e materiais escolares, IPVA, entre outras despesas. Além disso, alguns modelos estão com pouca disponibilidade no mercado, em função da falta de componentes, o que tornou previsível a queda nas vendas desses segmentos”, analisou o Presidente da FENABRAVE, Assumpção Júnior.

No ranking histórico (entre todos os meses de janeiro, desde 1957), janeiro/2021 está na 12ª posição, para Automóveis e Comerciais Leves.

Caminhões

As vendas de caminhões, por outro lado, iniciaram o ano em ritmo forte. Em janeiro, foram emplacados 7.262 veículos, 1,13% acima do resultado de igual mês de 2020 (7.181 unidades), mas ainda com retração de 24,66%, na comparação com dezembro do ano passado (9.639 unidades). Vale observar que este setor vem atendendo, à forte demanda, praticamente, sem estoque. “Os caminhões, assim como os demais segmentos, vêm enfrentando a escassez de peças e componentes, que limitam a oferta. Observamos que a demanda se mantém aquecida, tanto pelos resultados das commodities, quanto pela boa oferta de crédito para o segmento.

Já se trabalha com a programação de entrega, de alguns modelos de caminhões, para o mês de junho”, comentou Assumpção Júnior.
No ranking histórico, o mês de janeiro/2021 ocupa a 9ª colocação, para o mercado de caminhões.

Ônibus

Em janeiro, o mercado de ônibus somou 1.324 unidades, numa retração de 38,65% sobre janeiro de 2020 (2.158 unidades) e queda de 14,64% sobre dezembro passado (1.551 unidades). “Este segmento foi o mais atingido pelos efeitos da pandemia. As restrições de circulação e cancelamento de viagens afetaram muito as empresas do setor, desmotivando a compra de novas unidades”, disse Assumpção Júnior.

No ranking histórico das vendas de ônibus, o mês de janeiro/2021 está na 12ª colocação.

Motocicletas

Em janeiro de 2021, o mercado de motocicletas somou 85.839 unidades, o que significa uma baixa de 6,38% sobre janeiro de 2020, quando foram emplacadas 91.691 motos. Houve, também, queda de 13,14% sobre dezembro passado (98.829 unidades). “O mês de janeiro foi impactado pela paralisação da produção das unidades fabris, localizadas em Manaus (AM), por cerca de 10 dias, além do problema gerado pela falta de peças e componentes, que já se estende pelos últimos meses, causando um desabastecimento de oferta, também para este segmento. O estoque de motos, nas concessionárias, tem estado extremamente baixo e, para alguns modelos, a espera chega a até 60 dias. A demanda segue aquecida, fomentada pela consolidação da motocicleta como veículo de transporte pessoal e de carga, dado o incremento das vendas do e-commerce, além da boa oferta de crédito pelas instituições financeiras, que estão aprovando 45% das propostas apresentadas”, avaliou Assumpção Júnior.

No ranking histórico das vendas de motos, o mês de janeiro/2021 está na 14ª colocação.

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