Como destaques de desempenho no período, as operações na América do Norte foram lucrativas, com EBIT de € 39 milhões.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) divulgou hoje (31) o balanço relativo ao segundo trimestre do ano, demonstrando que o grupo foi capaz de conter o impacto da pandemia da Covid-19 sobre os resultados. O trimestre foi encerrado com perda líquida de operações contínuas e perda líquida ajustada de € 1 bilhão e resultado antes de impostos e juros (EBIT) negativo em € 900 milhões.

Durante o segundo trimestre do ano, as vendas globais somaram 424 mil unidades, com queda de 63%, devido à suspensão de produção relacionadas à pandemia e à contração temporária da demanda.

“Nosso segundo trimestre mostrou que ações decisivas e contribuições extraordinárias de nossa força de trabalho permitiram à FCA conter o impacto da crise da Covid-19. Enquanto a empresa permanece vigilante quanto à saúde e a segurança dos funcionários, nossas fábricas estão em funcionamento, os concessionários estão vendendo em suas lojas e on-line, e temos flexibilidade e força financeira para avançar com nossos planos”, disse o CEO da FCA, Mike Manley.

Como destaques de desempenho no período, as operações na América do Norte foram lucrativas, com EBIT de € 39 milhões. Na América Latina, a FCA liderou as vendas no mercado regional de veículos pela primeira vez, finalizando o trimestre com uma participação líder de mercado de 15,9%. Principal mercado da região, o Brasil alavancou o desempenho do grupo, que liderou as vendas domésticas com 19,8% de participação, em meio à crescente demanda dos consumidores por picapes e SUVs do Grupo. A Nova Fiat Strada, lançada no final de junho, está mostrando forte demanda.

Outro destaque do trimestre foi o avanço da eletrificação dos modelos do grupo, com o início da produção na Europa dos veículos eletrificados PHEVs Jeep Renegade e Compass “4xe”. O Fiat 500 elétrico começará a ser fabricado no terceiro trimestre. Também a Maserati apresentou o novo Ghibli Hybrid.
Para fortalecer ainda mais a posição financeira e aumentar a flexibilidade do grupo, a FCA negociou uma linha de crédito de três anos de €6,3 bilhões com a Intesa Sanpaolo, o maior grupo bancário da Itália.

A crise da Covid-19 fortaleceu a lógica da fusão da FCA com o Groupe PSA. O trabalho das equipes de ambas as empresas para a conclusão da fusão continuou em ritmo acelerado e a expectativa é de concluir o objetivo de combinar como uma única empresa até o final do primeiro trimestre de 2021. As aprovações antitruste já foram obtidas em 12 das 22 jurisdições. A FCA e a PSA também deram outro grande passo no início deste mês com o anúncio de que a nova entidade formada pelas empresas combinadas será conhecida como Stellantis.

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