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Ford comemora 40 anos “castigando” carros no campo de provas de Tatuí

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No laboratório de emissões, credenciado pelo Inmetro, são feitos testes para determinação do nível de poluentes.

A Ford comemora este mês 40 anos de operação do Campo de Provas de Tatuí, no interior paulista, o primeiro e mais completo centro de testes para o desenvolvimento de carros, picapes e caminhões da América do Sul – veja o vídeo. Dotado de pistas e laboratórios que permitem reproduzir as condições mais severas de uso dos veículos, ele está alinhado com o que a empresa tem hoje de mais avançado em instalações similares no mundo.

Além das novas gerações globais do Ka e do EcoSport, desenvolvidas no Brasil, esse complexo foi o local que viu nascer modelos de grande sucesso da Ford nas últimas décadas, como Del Rey, Escort, Focus e Fiesta, além da linha de caminhões Cargo.

O campo de provas da Ford ocupa uma área de 4,66 milhões de metros quadrados, com 60 quilômetros de pistas pavimentadas e fora de estrada para simular diferentes condições de rodagem. Entre elas, pistas de alta e baixa velocidade com diferentes tipos de piso, incluindo asfalto, pedra, areia e lama, além de rampas com até 30 graus de inclinação.

Conta também com laboratórios para medição de desempenho e consumo de combustível, emissões, evaporação, arrefecimento, frenagem, penetração de água e poeira, corrosão em cabines de névoa salina, nível sonoro interno e externo, dinâmica veicular, suspensão, calibração e desenvolvimento de motores. Há ainda uma oficina experimental para a construção de protótipos.

Dinamômetro e simulador de rodagem

Um dos equipamentos empregados para teste de durabilidade de motores e transmissões no local é o dinamômetro de chassis de alta velocidade. Comandado por um robô totalmente automatizado, ele permite atingir 90% da velocidade máxima do veículo.

O simulador de pistas conhecido como “Four Poster” é usado para avaliar eventuais rangidos na estrutura, suspensão e níveis de vibração do veículo. Para evitar inteferências externas, ele faz tudo isso com o carro parado, suspenso por quatro pilares que se movimentam sob as rodas para simular as variações do piso. Essa movimentação é feita por atuadores hidráulicos, controlados por softwares capazes de reproduzir mais de 30 tipos de pistas do Brasil e do mundo.

“O Four Poster permite, por exemplo, verificar como a suspensão de um protótipo se comporta em uma estrada da China ou da Europa sem precisar levar o carro até lá, reproduzindo as mesmas forças e frequências do piso selecionado”, explica Alexander Chebrat.

Tecnologia do silêncio e emissões

No laboratório acústico, equipamentos sofisticados são utilizados para identificar e cancelar todas as potenciais fontes de ruído e garantir o silêncio na cabine – um fator importante na percepção de qualidade do cliente.

Um deles é o Noise Vision, uma tecnologia única no mundo, patenteada pela Ford, que permite visualizar as fontes de ruído do veículo. O VisiSonics é outro equipamento que conta com múltiplos microfones e câmeras para gerar um mapa de 360 graus capaz de sobrepor sons e imagens.

No laboratório de emissões, credenciado pelo Inmetro, são feitos testes para determinação do nível de poluentes, desenvolvimento e calibração de motores, homologações de veículos, controle de qualidade da produção e acompanhamento da durabilidade de componentes. Ele dispõe de modernos dinamômetros e sistemas analisadores de gases para ensaios de motores a gasolina, flex ou diesel, de acordo com as normas brasileiras e europeias.

Conservação ambiental

O campo de provas da Ford também serve de refúgio para uma grande variedade de espécies da fauna e da flora local. Em relação à fazenda que ocupava o local anteriormente, sua área de vegetação hoje é muito maior do que a original. Ela cobre 3,6 milhões de metros quadrados, ou 78% da área total, o equivalente a 340 campos de futebol, funcionando como um pulmão para a cidade. Mais de 8.000 mudas de árvores nativas foram plantadas na unidade, que desde 2003 é certificada pela norma de gestão ambiental ISO 14001.

“Esse avanço da vegetação nativa também atraiu a fauna, aumentando a população de espécies como quatis, pacas, tamanduás, além de animais ameaçados de extinção, como lobo-guará, onça-parda, jaguatirica, águia-cinzenta e jacupemba”, destaca Edmir Mesz, supervisor de Qualidade Ambiental da Ford América do Sul.

Em levantamento feito recentemente por zoólogos, botânicos e engenheiros agrônomos por meio de câmeras em pontos estratégicos e da verificação de vestígios, foi detectada a presença de 368 espécies de animais – 277 de aves, 70 de répteis e 21 de mamíferos.

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