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O anúncio criado pela JWT Índia para a promoção do bom espaço do porta-malas do Ford Figo, veículo de entrada da marca no mercado indiano, não aprovado pela companhia e que não chegou a ser veiculado, acabou vazando na rede e se tornou motivo de desculpas formais das duas empresas pelo mau gosto da ideia.
 
Inicialmente, o site Ads of the World, que divulga inúmeras publicidades de agências e outros sites em todo o mundo, publicaram o assunto e depois retiraram do ar. Mas, o pedido formal de desculpas, por parte da Ford, acabou revelando o incidente que, segundo a empresa, nunca deveria ter acontecido, comentou o site Business Insider que também publicou o episódio.
 
A proposta da propaganda do Figo de mostrar o espaço do seu porta-malas, desenvolvido por uma jovem equipe de publicitários da JWT, na Índia, apresentava uma caricatura do ex-ministro italiano Sílvio Berlusconi no carro com a mensagem: “deixe suas preocupações para trás com o extragrande porta-malas do Figo”. Só que, no porta-malas, apareciam três mulheres, em trajes sensuais e amarradas, uma pisada de bola de muito mau gosto, para mostrar a capacidade e o espaço para carga do veículo.
 
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Outra peça, sobre o mesmo tema, mostrava Michael Schumacher  e Paris Hilton no banco da frente do Figo olhando para o porta-malas onde também estavam três mulheres. Dessa forma, mesmo que os anúncios não tenham sido publicados na mídia paga, o vazamento na internet foi o suficiente para um grande dano. O pior é pensar que numa grande agência se perde tempo e dinheiro produzindo peças sem o menor sentido. Provavelmente, os próprios autores da “brincadeira” não perceberam o prejuízo que o trabalho poderia causar ao cliente.
 
Nas desculpas apresentadas, o WPP Group, que detém a JWT, e pela Ford Índia, as companhias declararam que “lamentavam profundamente a criação do anúncio, de mau gosto e contrário aos padrões de profissionalismo e decência estabelecidos dentro das duas empresas. Ele nunca deveria ter sido criado e muito menos ter vazado na internet”. Para a JWT, a falta de fiscalização adequada já motivou a revisão dos processos de aprovação para assegurar que nunca mais isso aconteça e providências foram tomadas dentro da agência para que o fato não se repita.
 
A imprensa indiana e internacional repercutiu amplamente a campanha e criticou com bastante ênfase a utilização de mulheres como objetos sexuais.
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