Alunos do Ford Alfabetiza são exemplos de que nunca é tarde para aprender

Qual é o seu sonho? Viajar pelo mundo, comprar uma casa, encontrar o amor da sua vida? Para Marlúcia Ricardo, 36 anos, o maior sonho era aprender a ler e escrever. Ela faz parte da turma de 49 alunos diplomados pelo Programa Ford Alfabetiza, em Horizonte, no Ceará, e comemorou a conquista – veja o vídeo.

A formatura foi realizada na última sexta-feira (6 de dezembro), no auditório do Estádio Horácio Domingos de Sousa, o Domingão. O programa, promovido pela Ford Brasil em parceria com a ONG Alfasol e a Prefeitura de Horizonte, já alfabetizou 1.048 alunos desde o início em 2009.

Cerca de 60 estudantes são atendidos anualmente pelo projeto, que tem a duração de cerca de oito meses e é patrocinado pelo Ford Motor Company Fund – braço filantrópico da Ford –, com apoio da Secretaria de Educação do Município. A metodologia coloca os alunos jovens e adultos como sujeitos de sua história e propõe uma didática com referenciais amplos, que foca também no desenvolvimento pessoal e social do indivíduo.

A professora Aline Rodrigues, 30 anos, participa há três anos do projeto e considera a experiência enriquecedora tanto para sua vida profissional como pessoal. “Espero ter oportunidade de ensinar outras pessoas e transformar mais vidas, mostrando o mundo da leitura e da escrita”, diz ela, que também recebeu muito apoio da mãe para ingressar na faculdade de Pedagogia.

“Tinha dificuldade para ler a Bíblia. Hoje consigo fazer isso sem dificuldades”, conta a costureira aposentada Maria de Fátima, 68 anos, que não conseguiu estudar porque sempre morou na zona rural e tinha de trabalhar na lavoura para ajudar os pais a criar os irmãos menores. Aos 18 anos, ela se casou e teve sete filhos. E continuou sem tempo para estudar porque o trabalho sempre veio em primeiro lugar. Este ano, ela tomou a decisão de aprender a ler e escrever. Com pouco tempo de aula, conseguiu mandar uma mensagem de texto para o celular do filho. “Para mim, a aula é uma terapia. Renovou minha vida”, comenta a animada estudante.

Para Magnólia Borges, supervisora de Assuntos Corporativos da Ford, essa ação também contribui para melhorar a autoestima das pessoas. “É incrível como o semblante delas muda quando percebem que estão escrevendo e lendo frases. O mundo se amplia e elas passam a ter outra perspectiva de vida. Passam a ser mais independentes e se lançam em novos desafios”, diz.

O programa deste ano abrangeu três comunidades do município de Horizonte: Mangueiral, Novo Mundo e Jenipapeiro. “São locais em que residem pessoas com baixa escolaridade. Com o projeto, elas tiveram a possibilidade de retomar os estudos e se apropriar da leitura e da escrita. Temos acompanhado a grande satisfação dos alunos, com alta participação nas salas de aula e uma abertura excelente para o processo de aprendizagem”, conta Maristela Barbara, diretora da Alfasol.

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