O projeto Piloto no Piauí, “Anjo da Guarda”, que visa desenvolver soluções de controle e monitoramento do uso do capacete, busca investidores, interessados em apoiar pesquisa e desenvolvimento do protótipo e intermediação do estado para conclusão dos estudos de viabilidade técnica, legal, saúde pública, segurança, sustentabilidade econômica e responsabilidade social de empreendimento de parceria com a iniciativa privada.
Com isso, a Secretaria de Governo (Segov), por meio da Superintendência de parcerias e Concessões (Suparc), em conjunto com o Fundo de Amparo à Pesquisa do Piauí – Fapepi e Agência de Tecnologia do Estado do Piauí (ATI), lançou o edital de chamamento público que envolva os parceiros privados com as condições necessárias e o devido comprometimento para apoiar o projeto de maneira eficiente, assegurando viabilidade técnico-econômica. De acordo com edital, a iniciativa privada deverá oferecer investimento mínimo de R$ 2.090.000,00 em pesquisa e desenvolvimento.
A solução tecnológica Anjo da Guarda, genuinamente piauiense,apresentada pela empresa Infatec Comércio e Serviços Tecnológicos Ltda, é um bloqueador eletrônico com extensivas capacidades para medição de sensores instalados nos itens de segurança: viseira, sistema de retenção (jugular) e presença da cabeça, vinculados ao capacete para condutor e passageiro. A tecnologia poderá ser usada também como alarme veicular e bloqueador nas mais diversas motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos motorizados e quadrículos motorizados, novas, usadas, nacionais e importadas para monitoramento e controle de capacete.
 
O protótipo funciona como um equipamento de segurança orgânica, por meio de um conjunto de sensores biométricos que identificam o capacete, colocação correta na cabeça, afivelamento da jugular e outros dispositivos de segurança. Com isso, a motocicleta só funcionará com o uso correto de um capacete. A solução por si só, já é um produto que pode ser colocado no mercado, pois impede o furto da motocicleta sem o respectivo capacete habilitado. Dessa forma, a tecnologia adotada levanta outra vertente que é a de evitar o roubo da moto, pois o capacete funcionará como uma barreira. Qualquer tentativa de uso inadequado pode ser caracterizada como uma tentativa de furto e a sirene irá disparar como um alarme.
Atualmente, o projeto está em fase de pesquisa e ajustes para produção em larga escala. Já foram desenvolvidos e testados vários protótipos com diferentes funcionalidades e alcançadas algumas combinações ideais em termos de segurança, conforto, ergonomia, praticidade e custo de produção. O objetivo é garantir funcionalidade com segurança, conforto e custo acessível.
Veículo em trânsito
Se o veículo estiver ligado e o usuário se afastar com o chaveiro de presença, ele irá temporizar 60 segundos e acionará o alarme, as setas e o LED; avisando que, em aproximadamente 15 segundos, irá imobilizar o motor. Para liberar a partida e desligar a sirene, basta se aproximar com o chaveiro a qualquer momento. Esse sistema tem proteção inteligente, monitorando as portas e o sistema do neutro em caso de motos, evitando o bloqueio acidental, quando o usuário permanecer com o chaveiro próximo ao veículo.
Veículo desligado
Com o veículo estacionado e a ignição desligada, o sistema será ativado automaticamente em 20 segundos após o afastamento do capacete. Ele irá monitorar e proteger quando a moto for movimentada, acionando a sirene e ligando as setas do veículo em 15 segundos. As setas permanecem acionadas por um minuto e a sirene tocando por tempo indeterminado ou até que o usuário se aproxime com o capacete e afivele a jugular. Se a causa do disparo for removida, a sirene permanecerá tocando por 2 minutos.
Estatísticas de acidentes
Em 2011, o Estado do Piauí registrou 2.967 internações de motociclistas acidentados, sendo 588 fatalidades (Associação Brasileira de Prevenção dos Acidentes de Trânsito, 2015). A quantidade de óbitos de motociclista representa mais de 50% do total de mortes causadas por acidentes de trânsito, incluindo todas as demais modalidades.
Os números dos acidentes de trânsito envolvendo motocicleta indicam que entre os anos de 2011 e 2013 foram gastos em torno de R$12 milhões, com a previdência social no Brasil, havendo um aumento de 53,84%agravado pela região nordeste.
Uma pesquisa feita em 2013, pelo Dr Daniel França, apontou que de 361 pacientes que deram entrada no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), com traumatismo crânio-encefálico (TCE), 289 não faziam uso do capacete, correspondendo a 80% dos pacientes. Com o uso do dispositivo, haveria uma redução estimada em 80%, ou seja, R$ 9 milhões em redução de custo. “Atualmente, até 84% dos pacientes que chegam ao HUT, são por acidente de moto, desses, cerca de 80% não estão usando o capacete, o que significa um número elevadíssimo de traumatismo craniano, de lesões cerebrais irreversíveis e de neurocirurgias de reabilitação, representando um custo muito grande para a sociedade e para o estado”, afirmou Daniel França.
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