A forte melhoria da rentabilidade operacional no segundo semestre demonstra os primeiros impactos positivos das ações realizadas no âmbito de um exercício fiscal fortemente impactado pela Covid-19.

“Após um primeiro semestre impactado pela Covid-19, o Grupo recuperou sua performance fortemente no segundo semestre. Este resultado é fruto dos esforços de todos, da aceleração bem-sucedida do plano de redução dos custos fixos e melhoria de nossa política de preços. Demos prioridade à lucratividade e geração de caixa, conforme anunciado em nosso plano estratégico ‘Renaulution’. O ano de 2021 será difícil, com incertezas associadas às crises sanitárias, assim como o abastecimento de componentes eletrônicos. Vamos enfrentar esses desafios coletivamente, na dinâmica de recuperação que adotamos desde meados do ano passado”, declarou Luca de Meo, CEO do Grupo Renault.

O faturamento do Grupo atingiu 43.474 milhões de euros (-21,7%). Com exceção do impacto das moedas, o faturamento do Grupo teria tido uma queda de -18,2%.

O faturamento da Divisão Automotiva com exceção da AVTOVAZ ficou em 37.736 milhões de euros, em queda de -23,0%.

O efeito dos volumes ficou negativo em -19,2 pontos. Ele se explica essencialmente pela crise sanitária e, em uma menor medida, pela mudança da política comercial que passou a privilegiar a lucratividade e não os volumes.

vendas às empresas parceiras tiveram uma retração de -5,1 pontos, igualmente impactadas pela crise sanitária e interrupção da produção do Rogue para a Nissan.
O efeito do câmbio, negativo em -2,8 pontos, é associado à forte desvalorização do Peso Argentino, Real Brasileiro e Lira Turca, e em menor medida do Rublo Russo.
O efeito dos preços, positivo em 3,9 pontos, provém de uma política de preços mais ambiciosa e medidas de compensação destas desvalorizações.

O efeito do mix de produtos ficou positivo em 1,1 ponto, graças ao aumento das vendas do ZOE.

Os efeitos do item “outros” tiveram um peso negativo de -1 ponto, em razão principalmente de uma queda da contribuição das vendas de peças e acessórios, que foram fortemente impactados pelos decretos de quarentena no primeiro semestre.

A margem operacional do Grupo chegou a -337 milhões de euros e representa -0,8% do faturamento (contra 4,8% em 2019) graças à nítida recuperação no segundo semestre (3,5% do faturamento).

A margem operacional da Divisão Automotiva com exceção do AVTOVAZ teve queda de -2 734 milhões de euros, para -1.450 milhões de euros, representando -3,8% do faturamento contra +2,6% em 2019. No segundo semestre, ela ficou positiva em 198 milhões de euros (0,9% do faturamento).

Perspectivas

O Grupo confirma os objetivos para 2023 comunicados no âmbito do plano estratégico “Renaulution”:
– Margem operacional do Grupo superior a 3% até 2023,
– Fluxo de caixa livre operacional da Divisão Automotiva acumulado de 2021 a 2023 da ordem de 3 bilhões de euros,
– Investimentos e despesas de P&D de aproximadamente 8% do faturamento até 2023.

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