Carros mais velhos são capazes de provocar mais acidentes nas ruas e rodovias. Essa é a constatação de estudos realizados pela Federação Nacional de Empresas de Seguros Privados e de Capitalização (FENASEG), que avaliou a quantidade de veículos com mais de cinco anos de fabricação registrados em seguradoras. As informações foram apresentadas pelo diretor-executivo da entidade, Neival Freitas, no segundo dia de palestras do Fórum Via Futuro, que está acontecendo no Hotel Renaissence, em São Paulo.
Segundo Freitas, o maior risco de acidentes está associado à má conservação desses veículos. “Alguns proprietários estão com esses veículos porque não têm dinheiro para comprar carros novos. Como também dispõem de poucos recursos para repor as peças quebradas, acabam adquirindo equipamentos clandestinos, que pioram a condição do veículo”.
Freitas defendeu o fim dos incentivos à circulação de veículos muito antigos, que estão em más condições para trafegar. “Hoje, alguns estados oferecem a isenção do pagamento do IPVA para esses veículos, o que considero um erro”. Ele também incentiva a obrigatoriedade da inspeção veicular nesses carros. A prática, diz Freitas, é capaz de reduzir os acidentes em 15%.
O diretor da FENASEG foi um dos participantes do Painel sobre os futuros desafios para a redução no número de acidentes de trânsito, mediado pelo vice-diretor do Denatran, Ronaldo Camargo.
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