Falha no catalisador, componente responsável por converter até 98% dos gases tóxicos da combustão, pode ser identificada por uma luz acesa no painel

No Brasil, desde 2010 é obrigatório que todos os veículos venham com um sistema de autodiagnóstico chamado OBD, o que já acontecia nos Estados Unidos e na Europa ainda na década de 1990. Sigla para On Board Diagnostics, essa tecnologia chegou ao País em sua segunda geração, o OBD II, que é ligado à central eletrônica do carro, e faz acender as luzes de alerta no painel, indicando que o carro precisa passar por uma avaliação e manutenção.

A diagnose do OBD avalia todos os componentes que influenciam nas emissões do carro e possibilita a leitura e transmissão dos mais diversos tipos de dados, tendo, inclusive, um código de falha específico para o desgaste acentuado do catalisador. No painel, um problema neste componente pode fazer acender a luz de alerta da injeção eletrônica, que tem o formato de um pequeno motor.

Assim, o diagnóstico eletrônico, além de agilizar a reparação, ajudou a reduzir os custos de investigação de problemas nos carros em oficinas. Sua função está diretamente ligada com a necessidade do controle de emissão de poluentes e do correto funcionamento do sistema de injeção eletrônica.

“O catalisador é projetado para durar no mínimo 80 mil quilômetros. Porém, pode permanecer em boas condições por mais tempo e ter uma longa vida útil se houver a boa manutenção do veículo, incluindo a troca do óleo dentro do prazo, inspeção das velas de ignição e uso de combustível de qualidade. Qualquer alteração deve ser investigada, com auxílio do OBD”, afirma Cláudio Furlan, gerente de Marketing & Vendas da Umicore, empresa especialista em tecnologias para redução de emissões tóxicas e uma das principais fabricantes de catalisadores automotivos do mundo.

Entretanto, se esses passos não forem seguidos, a vida útil do catalisador pode ser abreviada e, assim, além de permitir a emissão de gases tóxicos, compromete o funcionamento do motor. Entre os principais sinais de mau funcionamento estão o aumento de consumo, ruídos anormais e redução no desempenho do carro.
“A falta de manutenção do veículo é o principal fator que pode gerar problemas no componente. A falha de peças do sistema de ignição e de injeção, por exemplo, além do uso de combustível de má qualidade e de aditivos e fluídos não especificados pela montadora, podem prejudicar o catalisador e, em alguns casos, até comprometer definitivamente a ação do componente”, alerta Miguel Zoca, gerente de Aplicação de Produto da Umicore.

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