A ANRAP, Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças, anunciou que um levantamento realizado pela associação revelou média de 2,6 mil toneladas de matérias-primas recuperadas anualmente por suas dez associadas, como o alumínio e o ferro. O estudo também mostrou que o crescimento médio do setor de remanufatura de peças no país tem sido de 10% ao ano. As fabricantes de autopeças destacam que o maior desafio para aumentar esses resultados continua sendo a falta de incentivos para a logística reversa, visto que a devolução da peça usada (casco) ao fabricante original é fundamental para se manter o processo da remanufatura vivo.
O ano de 2015 vai ficar na história como um ano de forte retração econômica no Brasil em todos os setores. Por isso, o reaproveitamento, a reciclagem e o reuso de recursos são uma forte tendência, abrindo chances de redução de custos diante deste cenário. Na reparação automotiva, uma boa opção é o uso de produtos remanufaturados. “Quem faz uso do remanufaturado colabora para a preservação do meio ambiente e tem uma manutenção mais segura, confiável e econômica, pois o produto remanufaturado é mais barato do que um item novo. A aplicação do remanufaturado também ajuda a estender a vida útil do veículo”, comentou Jefferson Germano, presidente da ANRAP e gerente de aftermarket para o Brasil e América Latina da Knorr-Breme. 
O executivo explica que todo o processo é realizado dentro das instalações do fabricante original. “Quando a peça usada chega à fabrica, ela passa por um criterioso processo de restauração, incluindo a desmontagem dos componentes, inspeção e lavagem das partes. Itens não mais utilizáveis têm um descarte correto através de práticas em conformidade com as leis ambientais, sendo substituídos por itens novos e atualizados tecnologicamente. O processo é finalizado com a montagem da peça e testes finais de qualidade”, destacou Germano. “A peça, após remanufaturada, volta ao mercado certificada com originalidade, procedência e a mesma garantia de um produto novo”. 
As fabricantes de autopeças destacam as dificuldades específicas que, hoje, atrasam o crescimento da remanufatura no país, como as de logística reversa e de tributação. “Com a logística reversa é possível garantir que as peças usadas retornem para a indústria e tenham seu devido destino. Mesmo com a falta de incentivos para se obter o casco (peça usada), as fábricas continuam investindo. Entendemos que ao disseminar o conceito e os benefícios dos produtos remanufaturados, por meio das ações da ANRAP, conseguimos fazer com que o consumidor perceba a grande oportunidade que a remanufatura de produtos representa para a sustentabilidade global e o meio ambiente”, concluiu Jefferson.
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