Disputando o título em duas categorias simultaneamente, Lucas di Grassi tem tido uma temporada de bastante êxito tanto na Fórmula E, onde lidera o campeonato com três vitórias e sete pódios, como no FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance. O paulistano de 31 anos, no entanto, encara este final de semana a corrida mais importante para sua equipe, a Audi Sport, em toda a temporada: as 24 Horas de Le Mans, a mais tradicional prova de resistência do planeta.
Com 13 vitórias em 17 participações, a marca alemã busca em 2016 o triunfo que escapou para a rival Porsche no ano anterior. E o trio formado por Lucas di Grassi, Oliver Jarvis e Loïc Duval já provou que pode bater os adversários alemães. Na etapa anterior do WEC (World Endurance Championship), Di Grassi venceu as 6 Horas de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Foi sua primeira vitória na categoria.
No último dia 5, durante o dia de testes já no circuito de Le Mans, na França, foi de Lucas o tempo mais rápido da sessão. Único brasileiro na classe mais rápida da categoria, a LMP1 Hybrid, para protótipos híbridos, Di Grassi busca, mais uma vez, escrever seu nome na história.
 
Em 2014 ele igualou os feitos de José Carlos Pace (1973) e Raul Boesel (1991) ao terminar as 24 Horas de Le Mans em segundo lugar, sendo o melhor resultado de um piloto do país no geral da prova.
“É o objetivo da Audi. É também o meu maior objetivo. Ser o primeiro brasileiro a vencer o geral das 24 Horas de Le Mans seria um feito fantástico. Estamos trabalhando intensamente, o nosso trio está em seu segundo ano completo, portanto, estamos mais entrosados. Os resultados começaram a aparecer com a vitória em Spa”, declarou.
Ele destaca, no entanto, que a corrida disputada no distrito de La Sarthe é completamente diferente do restante da temporada. “É um clichê, mas é a verdade: em 24 horas pode acontecer de tudo. É como se tivéssemos quatro corridas da temporada de uma só vez. Andamos à noite, de madrugada, faça chuva ou faça sol. O circuito é fantástico: rápido, exigente, longo. Pilotar um LMP1 nesta pista é um prazer e ao mesmo tempo um desafio”, afirmou o piloto patrocinado pela Eurobike.
“Para vencer em Le Mans é necessária uma combinação de fatores. Só ter um carro rápido não adianta. Ele precisa ser resistente; a estratégia de prova precisa ser bem desenhada; os três pilotos do carro precisam estar em sintonia. A parte física e mental do piloto tem que estar 100% para aguentar todas as situações que esta corrida exige”, enumera.
“E são estes fatores que fazem das 24 Horas uma corrida tão tradicional, especial e desafiadora. Porque além de reunir todos estes requisitos, eles dizem aqui na França que é Le Mans que te escolhe para vencer, e não o contrário”, filosofa o brasileiro da Audi Sport Team Joest.
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