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Maio Amarelo alerta motoristas para riscos do celular ao volante

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O risco de se envolver em um acidente quando o condutor está usando o celular pode aumentar até 400%, segundo uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Apesar disso – e de a infração por mexer no equipamento quando se está na direção ter passado de média para gravíssima no ano passado, com multa de R$ 293,47 –, milhares de motoristas ainda ignoram o perigo. Somente no Distrito Federal, o total de multas aplicadas por uso do celular ao volante cresceu 12% entre 2015 e 2016. No ano passado, 53.610 condutores foram autuados por essa infração. Isso representa uma média de quase 150 flagrantes por dia. 
Conforme o psicólogo especialista em comportamento no trânsito, Fábio de Cristo, não há como o indivíduo manter a atenção no celular e na via ao mesmo tempo. “O nosso processamento da informação é limitado, nós não conseguimos dar conta de todas informações que estão ao nosso redor, razão pela qual concentramos nossa atenção naquilo que é importante numa dada circunstância”, esclarece. Por isso, desviar o olhar para atender uma chamada ou ler uma mensagem significa perder segundos de atenção. Mas, no trânsito, alguns segundos é muito tempo. Tempo em que vidas também podem ser perdidas. 
Há quase um ano, no dia 22 de maio de 2016, o servidor público Antônio Eduardo Mendes morreu e a funcionária pública Tatiana Martins ficou ferida em um acidente em Brasília. A suspeita é de que a motorista que provocou a colisão usava o celular. A polícia pediu quebra do sigilo telefônico para confirmar. A condutora foi indiciada por homicídio culposo.
 
 
Antônio Eduardo e Tatiana pilotavam duas motocicletas Harley Davidson quando foram atingidos pelo veículo que vinha atrás. Tatiana conta que a colisão ocorreu no momento em que os dois reduziram a velocidade para passar em um quebra-molas. “Como você não vê duas motos grandes que estão na sua frente? Nós dois estávamos com roupas refletivas, equipamentos de proteção e ela não vê nada?”, questiona. 
A experiência e a perda deixaram um trauma que, aos poucos, vem sendo superado. Mas perceber que muitos motoristas insistem em mexer no celular enquanto dirigem revolta Tatiana. “Foi uma coisa muito dura. E ver alguém usando celular no trânsito me causa muita tristeza e muita raiva. Logo que o acidente aconteceu, eu ficava tão indignada que até chamava atenção das pessoas. Mas elas não aceitam, acham que é só um segundinho e que não vai interferir. Mas interfere. Porque um segundo de distração no trânsito é um segundo que pode acontecer muita coisa”, diz ela. 
Nonita Leite, servidora aposentada, amiga dos dois, destaca que a desatenção de um condutor ao celular tende a vitimar as peças mais frágeis no trânsito: pedestres, ciclistas e motociclistas. Para ela, a sensação de impunidade agrava o problema. “A gente precisa de ações mais contundentes, uma forma de fiscalizar mais intensa e direcionada. Por exemplo, a campanha para não beber e dirigir surtiu mais efeito por causa da fiscalização. Mas teclar ou falar ao celular e dirigir, a gente vê muito por aí. É uma epidemia”, ressalta. 
“Presta atenção no trânsito”
Atender ou não atender o celular é uma questão de escolha individual do motorista. No dia a dia, pode parecer algo pequeno. “É rapidinho”. “É urgente”. Será mesmo? É importante ter em mente que essa é uma decisão que implica riscos altos. 
“Eu queria que as pessoas tomassem consciência de que usar o celular ao volante é uma coisa extremamente perigosa, seja para falar, seja para teclar, seja para qualquer coisa. Pegou no volante, presta atenção no trânsito.” Esse é o apelo de Tatiana Martins. Também é o principal alerta da campanha do Maio Amarelo deste ano no Brasil. 
Maio Amarelo é um movimento mundial que busca unir esforços do poder público e da sociedade civil para chamar a atenção de todos ao alto índice de acidentes de trânsito.  O SEST SENAT, engajado na mobilização, realizará uma série de ações nas 145 Unidades Operacionais presentes em todos os estados do Brasil, com o tema “Maio Amarelo, por um trânsito mais seguro”. 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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