Quase metade dos 98.475 km de rodovias avaliadas pela Pesquisa CNT de Rodovias 2014, divulgada nessa quinta-feira (16), apresenta algum tipo de deficiência no pavimento. Conforme o levantamento, 49,9% dos trechos foram classificados como regulares, ruins ou péssimos, o equivalente a 49.120 km. O total de trechos críticos (ruins + péssimos) chega a 13.017 km de rodovias. Outros 42,4% dos trechos analisados foram classificados como ótimos e 7,7% como bons. 
 
“O pavimento deve suportar os efeitos das mudanças de clima, permitir deslocamento suave, não causar desgaste excessivo dos pneus e nível alto de ruídos, ter estrutura forte, resistir ao fluxo de veículos, permitir o escoamento de água e ter boa resistência a derrapagens”, destaca o relatório do estudo. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, irregularidades, buracos, trechos destruídos e ausência de acostamento são fatores que podem elevar o risco de acidentes. Além disso, a qualidade do pavimento interfere diretamente no desempenho do usuário durante a viagem e em custos operacionais, como no desgaste dos veículos e consumo de combustível.
 
Apesar dos problemas, em 96,1% dos trechos a pesquisa indica que o motorista não se vê obrigado a reduzir a velocidade em razão das falhas. 
 
Os técnicos consideraram, na avaliação, a condição da superfície, a velocidade possível de ser atingida e também acostamento.
 
Superfície
 
Quanto à superfície do pavimento, o asfalto está desgastado em 43.991 km. Em 18.791 km há trincas ou remendos na malha e, em outros 3.275 km de rodovias, o que prejudica as viagens são afundamentos, ondulações e buracos. A condição é considerada perfeita em 31.926 km, o equivalente a 32,4% do total analisado.  
 
Ainda conforme a CNT, há 492 km em que o pavimento está totalmente destruído. A maior concentração do problema ocorre na BR-155/PA, na MA-006, na BR-210/RR, na BR-020/PI, na GO-115/BR-010/GO, na BAT-030/BR-030/BA. 

Rodovias estaduais apresentam mais problemas
 
Os governos estaduais apresentam mais dificuldades em manter o pavimento em condições adequadas para os usuários. Conforme a Pesquisa CNT de Rodovias 2014, em 65,3% dos 32.305 km de trechos estaduais avaliados há problemas. Desses, 44,2% foram considerados regulares, 15,3% ruins e 5,8% péssimos. As rodovias sob gestão dos estados consideradas ótimas ou boas somam apenas 34,7%.
 
Já entre as BRs, 42,3% do pavimento foram classificados como regular, ruim ou péssimo. A maioria ainda é considerada boa ou ótima, num total de 57,7%. 
 
No comparativo entre as públicas e as concessionadas, os 15.072 km de rodovias concedidas têm um ganho considerável na qualidade do pavimento: 79,5% está em condições adequadas. Os 20,5% restantes foram classificados como regulares, ruins ou péssimos. 
 
Já naquelas sob gestão pública, a maior parte do pavimento está regular, ruim ou péssimo (56,9%). Em 35,6% as condições são ótimas e em 7,5%, são boas. 
 
Dados gerais da Pesquisa CNT de Rodovias 2014
 
A pesquisa avaliou 98.475 km de rodovias pavimentadas, 1.761 km mais que na edição anterior. Desses, 62,1% apresentaram alguma deficiência no pavimento, sinalização ou geometria da via. 
 
Dos trechos analisados, 37,9% apresentaram condições satisfatórias, ou seja, foram classificados como ótimos ou bons. Outros 38,2% estão em condição regular, 17% foram avaliados como ruins e 6,9% como péssimos. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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Quase metade dos 98.475 km de rodovias avaliadas pela Pesquisa CNT de Rodovias 2014, divulgada nessa quinta-feira (16), apresenta algum tipo de deficiência no pavimento. Conforme o levantamento, 49,9% dos trechos foram classificados como regulares, ruins ou péssimos, o equivalente a 49.120 km. O total de trechos críticos (ruins + péssimos) chega a 13.017 km de rodovias. Outros 42,4% dos trechos analisados foram classificados como ótimos e 7,7% como bons. 
 
“O pavimento deve suportar os efeitos das mudanças de clima, permitir deslocamento suave, não causar desgaste excessivo dos pneus e nível alto de ruídos, ter estrutura forte, resistir ao fluxo de veículos, permitir o escoamento de água e ter boa resistência a derrapagens”, destaca o relatório do estudo. De acordo com a Confederação Nacional do Transporte, irregularidades, buracos, trechos destruídos e ausência de acostamento são fatores que podem elevar o risco de acidentes. Além disso, a qualidade do pavimento interfere diretamente no desempenho do usuário durante a viagem e em custos operacionais, como no desgaste dos veículos e consumo de combustível.
 
Apesar dos problemas, em 96,1% dos trechos a pesquisa indica que o motorista não se vê obrigado a reduzir a velocidade em razão das falhas. 
 
Os técnicos consideraram, na avaliação, a condição da superfície, a velocidade possível de ser atingida e também acostamento.
 
Superfície
 
Quanto à superfície do pavimento, o asfalto está desgastado em 43.991 km. Em 18.791 km há trincas ou remendos na malha e, em outros 3.275 km de rodovias, o que prejudica as viagens são afundamentos, ondulações e buracos. A condição é considerada perfeita em 31.926 km, o equivalente a 32,4% do total analisado.  
 
Ainda conforme a CNT, há 492 km em que o pavimento está totalmente destruído. A maior concentração do problema ocorre na BR-155/PA, na MA-006, na BR-210/RR, na BR-020/PI, na GO-115/BR-010/GO, na BAT-030/BR-030/BA. 

Rodovias estaduais apresentam mais problemas
 
Os governos estaduais apresentam mais dificuldades em manter o pavimento em condições adequadas para os usuários. Conforme a Pesquisa CNT de Rodovias 2014, em 65,3% dos 32.305 km de trechos estaduais avaliados há problemas. Desses, 44,2% foram considerados regulares, 15,3% ruins e 5,8% péssimos. As rodovias sob gestão dos estados consideradas ótimas ou boas somam apenas 34,7%.
 
Já entre as BRs, 42,3% do pavimento foram classificados como regular, ruim ou péssimo. A maioria ainda é considerada boa ou ótima, num total de 57,7%. 
 
No comparativo entre as públicas e as concessionadas, os 15.072 km de rodovias concedidas têm um ganho considerável na qualidade do pavimento: 79,5% está em condições adequadas. Os 20,5% restantes foram classificados como regulares, ruins ou péssimos. 
 
Já naquelas sob gestão pública, a maior parte do pavimento está regular, ruim ou péssimo (56,9%). Em 35,6% as condições são ótimas e em 7,5%, são boas. 
 
Dados gerais da Pesquisa CNT de Rodovias 2014
 
A pesquisa avaliou 98.475 km de rodovias pavimentadas, 1.761 km mais que na edição anterior. Desses, 62,1% apresentaram alguma deficiência no pavimento, sinalização ou geometria da via. 
 
Dos trechos analisados, 37,9% apresentaram condições satisfatórias, ou seja, foram classificados como ótimos ou bons. Outros 38,2% estão em condição regular, 17% foram avaliados como ruins e 6,9% como péssimos. 
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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