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Se um fusível do seu carro costuma “queimar”, isso não significa que ele é ruim. Pelo contrário, agradeça e muito por existir um componente como esse, pois o estrago poderia ser muito maior se o fusível não queimasse. Veja por quê.

Fusíveis são constituídos por ligas metálicas, sendo que uma de suas principais características é o baixo ponto de fusão (entre 60 °C e 200 °C). Sabe-se que um dos efeitos da corrente elétrica existente em um circuito é o efeito Joule (lei física que expressa a relação entre o calor gerado e a corrente que percorre um condutor em determinado tempo). Com base nessa lei, foi idealizado o funcionamento de um fusível.

Imagine o fusível como o elo mais fraco de uma corrente que se rompe quando aplicada uma força tão grande que poderia danificar o restante dos elos. Em um circuito elétrico não é diferente – todo circuito é projetado com condutores que, baseados em sua seção transversal (diâmetro, no caso de um fio), suportam um determinado valor de corrente elétrica. Quando a corrente ultrapassa a intensidade máxima tolerada pelo condutor, o fusível – que sempre estará dimensionado de acordo com esse limite – vai “queimar” (romper seu filamento). O calor gerado pela corrente elétrica não é dissipado com rapidez suficiente para evitar o rompimento de seu filamento, interrompendo o fluxo da corrente elétrica pelo condutor. Sendo assim, é fácil identificar um fusível “queimado”, basta verificar o filamento interno: se ele estiver rompido, o fusível deverá ser substituído.

No interior do veículo, existe a famosa caixa de fusíveis, na qual estão dispostos os fusíveis para a proteção dos itens eletrônicos e fiações instalados no veículo. Na tampa dessa caixa, a montadora ilustra o número de cada suporte de fusível, relacionando-o ao acessório ao qual o fusível está associado, além de indicar qual o valor e a capacidade em amperes de cada fusível.

Essas informações também constam no manual do proprietário com maior riqueza de detalhes. A montadora disponibiliza ainda fusíveis reservas e uma ferramenta que facilita a retirada do fusível avariado.

Equipamentos e acessórios de grande potência – que consequentemente apresentam um maior consumo – terão fusíveis com capacidades maiores em amperes. Sendo assim, nunca substitua um fusível queimado por um de maior valor. Caso esse erro seja cometido, na eventualidade de um problema o fusível não abrirá o circuito, provocando avarias irreparáveis no chicote elétrico, em conectores e acessórios.

Lembre-se de que todos os fusíveis estão projetados para suportar uma corrente elétrica compatível com o limite tolerado pelos acessórios. Ou seja, se você substituir um fusível de 10 amperes por um de 20 amperes, por exemplo, durante um ocorrido em que a corrente no circuito atinja 15 amperes, seu fusível não “queimará”, mas seu acessório, sim. Por isso, siga a recomendação da montadora do seu veículo.

Então, sempre que ocorrer a queima de um fusível, faça a reposição por um de igual valor. E fique atento: não tente consertar o fusível queimado e jamais o substitua por um de maior valor. Se for reincidente, procure um eletricista.

Histórico

A palavra “fusível” tem sua origem no termo latino fusus (“fundido”). Sua concepção foi elaborada por um físico francês que partiu do método da utilização de condutores com diâmetro reduzido para a proteção de estações de telégrafos contra relâmpagos. Quando os fios mais finos eram derretidos durante uma descarga elétrica, os aparelhos e respectivos fios dentro do edifício poderiam ser protegidos.

Já em sua concepção atual, o fusível foi patenteado pelo inventor e empresário Thomas Edison, como parte de seu sistema de distribuição de energia elétrica.

Fonte: CESVI BRASIL

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