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A mobilidade urbana é uma questão complexa e precisa ser analisada num contexto bem maior do que apenas a locomoção que as pessoas fazem todos os dias. Esta foi uma das conclusões do 6º Congresso Brasileiro de Estacionamentos, que ocorreu na última semana de outubro em São Paulo.
Na oportunidade, diversos especialistas apresentaram seus pontos de vista sobre questões como o trânsito nas grandes cidades, maneiras de deixar este problema mais ameno e, principalmente, as tendências no transporte de pessoas para os próximos anos, levando em consideração os impactos da tecnologia na sociedade e nos negócios.
“Estamos em meio a uma revolução digital que, a cada dia, traz mais inovações que transformam a maneira com que as pessoas se relacionam com os automóveis e com a própria locomoção urbana”, diz o presidente da Abrapark, Sergio Morad. De acordo com ele, é imprescindível que as empresas que trabalham com a mobilidade de alguma forma, como é o caso dos estacionamentos, antevejam os movimentos para prestar um serviço na medida para a necessidade dos usuários.
Para Paulo Márcio Bragança de Matos, Gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional no Isvor – Universidade Corporativa do Grupo FCA, a mobilidade urbana precisa ser compreendida por meio da constante busca de oportunidades. Tais oportunidades significam lazer, trabalho e educação e a escolha do método de deslocamento envolvem o tempo, a distância e o custo envolvido para chegar ao destino. Neste sentido, o trânsito não é em si algo ruim. O problema é quando muitas pessoas precisam se dirigir ao mesmo local, pois este concentra as oportunidades numa metrópole, resultando na impossibilidade de escoamento do fluxo.
Segundo Matos, a distância de onde as pessoas moram para as oportunidades é uma característica das zonas urbanas brasileiras. Enquanto Paris e Barcelona, por exemplo, possuem densidade populacional superior 17 mil pessoas por quilometro quadrado, no Brasil, todas as cidades possuem índices abaixo de 8 mil. Resultado: uma grande necessidade de deslocamento diário e concentrações populacionais que variam de lugar durante o dia. Cerca de 70% dessas viagens são ocasionadas pela busca de escola e trabalho.
Assim, o número de carros não é a principal questão, visto que o país só tem 200 carros a cada mil habitantes. Para comparação, na Europa este número é de 600 carros e, nos EUA, de 800. A solução para a mobilidade urbana no país, ainda segundo Matos, passa pela redistribuição das oportunidades – e cada cidade do mundo lida com a situação de um jeito diferente. Em São Paulo, o melhor exemplo é o da Avenida Paulista, que abriga diferentes modais de transporte durante a semana, tanto individuais como coletivos, e se transforma em um lugar de lazer aos domingos, com o espaço fechado para carros. “Na linguagem da mobilidade urbana, a Ponte Estaiada é considerado um hardware porque serve para o único fim de ser uma via para a passagem de carros. Já a Avenida Paulista é considerada um software por conta de seu mix de usos”.
Ele concluiu dizendo que a relação do consumidor com os automóveis vai mudar bastante nos próximos anos por conta das inovações e da tecnologia, caso do carro autônomo. “Uma grande questão é quem vai sair lucrando com este processo, provavelmente as empresas que detém a informação, como a Google”.
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