Entre junho e dezembro de 2018, o serviço atendeu quase 2 mil ocorrências.

O tempo é um grande aliado dos socorristas para atender pessoas que se encontram em situações de urgência e emergência. Com o intuito de otimizar ainda mais o tempo resposta das ocorrências, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) expandiu a frota de motolâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Agora, são quatro veículos sobre duas rodas que auxiliam no atendimento, com deslocamento mais rápido pelo trânsito de Teresina. Ao todo, já foram atendidas quase 2 mil ocorrências, entre junho e dezembro de 2018.

Segundo o presidente da FMS, Charles Silveira, as motolâncias desenvolvem um trabalho fundamental na área pré-hospitalar: “Durante visita ao prédio do SAMU, pude conhecer o trabalho desenvolvido pela Central de Regulação, ambulâncias e motolâncias. É um serviço essencial que contribui para aumentar a sobrevida das pessoas em situação de urgência e que tem o apoio da gestão. Os profissionais são qualificados e tanto as ambulâncias como as motolâncias têm todos os recursos para uma prestação de socorro de qualidade”, afirma.

Foi graças à agilidade do SAMU, que o quadro de saúde da mãe da jornalista Clícia Cronemberger não se agravou. Ela relata que o atendimento foi eficiente e rápido: “A minha mãe é acamada, tem 83 anos e estava sem responder aos estímulos. A cuidadora ligou para o SAMU e eu estava fora, cheguei na casa dela em menos de 10 minutos e a motolância já estava lá. O técnico chegou em uma rapidez absurda, verificou os sinais vitais, fez o atendimento, avaliou que o caso era grave e acionou a ambulância. Na ida ao hospital, a motolância também abriu o caminho”.

A manutenção das motolâncias pelo Serviço de Urgência é também vantajosa por ser mais econômica aos cofres públicos do que as ambulâncias. É o que conta a diretora geral do SAMU, Francina Amorim: “No mês de dezembro, por exemplo, uma ambulância e uma motolância que ficam no mesmo ponto de apoio gastaram 663 litros e 48 litros de combustível, respectivamente. A diferença é significativa. As manutenções das motos também custam um valor menor, se comparado ao das ambulâncias”.

“As motolâncias ficam distribuídas na cidade, mantém contato constante, via rádio, com o médico-regulador da Central de Regulação e tem a função de chegar mais cedo no local solicitado pela população e realizar os primeiros socorros enquanto a ambulância não chega. Mas há casos em que os técnicos da motolâncias conseguem estabilizar o quadro de saúde do paciente, sem necessidade da ambulância ir para prosseguir o atendimento e encaminhá-lo para o hospital”, finaliza a diretora.

O técnico de enfermagem que atua na motolância, Girleno França, fala sobre o desafio e a realização pessoal de pilotar motolância: “Trabalhar no SAMU é a realização de um sonho. Só a gente vivenciando para saber o sentimento que o fato de ajudar alguém em situação de extrema necessidade nos traz. Eu me sinto realizado profissionalmente. Estamos sempre nos capacitando. Sabemos que o trânsito é um pouco complicado e os cursos de pilotagem de motocicleta nos ajudam a fazer uma condução mais segura”, conta.

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