A pandemia do Coronavírus forçou as equipes a ter menos recursos humanos presentes nas corridas e o trabalho remoto desde às sedes das equipe foi crucial. Audi e Mahindra explicam como funciona.

A ABB FIA Fórmula E fez um grande esforço em agosto passado para poder disputar seis corridas em nove dias no antigo aeroporto de Tempelhof em Berlim e com isso poder finalizar a temporada 2019/20.

Reduzir o número de pessoas trabalhando presencialmente no circuito foi uma das chaves do sucesso e as equipes se limitaram a ter apenas 19 pessoas, mais seus dois pilotos, o que as obrigou a inovar nos processos de trabalho para ter um suporte extra.

Foi assim que muitas das equipes priorizaram ter mais mecânicos presentes e reduzir o número de engenheiros, que em muitos casos ficaram nas fábricas para contribuir com seus conhecimentos a partir daí com uma troca de informações.

“Tivemos que pensar e planejar muitas coisas. Temos o controle de missão na fábrica, então temos um link ao vivo funcionando lá. ”, explicou Allan McNish, líder da equipe Audi Sport ABT Schaeffler.

No caso da fabricante alemã, também aproveitou seu espaço na fábrica para receber convidados durante o evento.

“A gente faz duas coisas lá: apoiamos a corrida e as operações, mas também tem uma sala VIP virtual com membros da diretoria, convidados e funcionários da Audi que estão lá assistindo a corrida. Também realizamos nossas atividades de imprensa e marketing remotamente”, explicou McNish.

Por sua vez, Toni Cuquerella, um dos principais dirigentes da equipe Mahindra Racing, comentou: “Foi difícil e foi um grande desafio, mas acho que mostramos que é possível. Tem gente que diretamente não veio, por exemplo imprensa e marketing. Mas alguns engenheiros também ficaram em casa e agora criamos uma conexão mais forte entre a ajuda da fábrica e o que fazemos aqui.”

“Antes já havia uma conexão, mas agora a passagem de informações ficou mais fluida, mais importante e cada vez a gente está aprendendo mais a trabalhar mais desta forma, com menos gente aqui, mais gente na fábrica ”.

O espanhol acrescentou que este tipo de experiência pode ser muito útil no futuro dada a possibilidade de ter de voltar a ter um quadro reduzido em 2021.
“Talvez no ano que vem também vamos ter que reduzir as pessoas trabalhando na pista, então já foi um aquecimento”, concluiu.

Fonte: ABB FIA Fórmula E
Foto: Divulgação

Artigos Relacionados
Leia mais em Notícias
Comentários estão fechados

Veja também

Ônibus VW moderniza frota argentina de transporte público

Como motorização MAN D08, esses dois Volksbus têm sistema EGR de tratamento de emissões, d…