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O impacto de catalisadores e aditivação de combustíveis nas emissões de gases

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O catalisador é uma das peças-chave para evitar emissões mais pesadas no ar.

Mesmo com o aumento do uso de alternativas de transportes, como metrô, ônibus, bicicletas e patinetes, ainda circula um alto número de carros nas cidades. A principal questão desse meio é a emissão de gases poluentes gerada pela combustão, tornando desafiadora a missão de recuperação e preservação do meio ambiente como um todo.

Para minimizar esse impacto é fundamental que os motoristas mantenham os automóveis sempre nas melhores condições, para ter um bom desempenho e menor emissão de poluentes possível. Entre todos os cuidados, vale ressaltar dois fatores: o catalisador e a qualidade do combustível.

O catalisador é uma das peças-chave para evitar emissões mais pesadas no ar. Ele é responsável por transformar o CO (monóxido de carbono), HC (hidrocarbonetos) e o NOx (óxido de nitrogênio), gerados no momento da combustão, em CO2 (gás carbônico), H2O (água) e N2 (nitrogênio), gases muito mais leves e de menor nível de poluente.

No entanto, para que ele tenha excelência na performance, é necessário que as peças envolvidas na injeção do combustível estejam também em boas condições. “Caso a câmara de combustão, as válvulas, a vela ou o injetor estejam sujos, carbonizados, ou com algum tipo de detrito que impeça a combustão perfeita, acontece uma alteração na composição de gases que saem do motor e vai para o catalisador”, comenta Eduardo Nogueira Dias, engenheiro de aplicação de Catalisadores da BASF. “Se a combustão não acontece da forma que deveria, a composição dos gases que vão para o catalisador é alterada, e a peça não cumpre devidamente seu papel na conversão”, completa.

A BASF, como uma das maiores fornecedoras para a indústria automotiva, fornece para as grandes montadoras seu catalisador, criado na década de 1970 e com produção nacional em Indaiatuba, interior de São Paulo.

O combustível de má qualidade é um dos responsáveis pela sujeira depositada nas peças, que modifica toda a química dos gases emitidos na combustão. Por isso, as montadoras recomendam o uso de etanol, gasolina ou diesel aditivados para a melhor performance dos veículos e diminuir as emissões de gases pesados no ambiente.

“Umas das principais funções do aditivo é agir como um detergente, formando uma película na válvula de admissão, prevenindo a formação de depósito de partículas no motor. Ou seja, a gasolina que tiver uma quantidade mínima do produto irá manter as peças mais limpas ao longo da vida útil do veículo. Essa ação é conhecida como keep clean”, ou seja, manter limpo o motor, explica Luis Fernando Sabino, gerente técnico do negócio de Aditivos e Lubrificantes da BASF na América Latina.

Mais do que evitar a formação de depósitos nas peças do motor, temos também o efeito clean up, que remove os depósitos antigos nas válvulas. “Para isso é preciso um combustível com taxa de aditivação de detergente mais elevada, que adere aos resíduos impregnados na superfície metálica dessas válvulas e da mesma maneira que o sabão age para a remoção da sujeira quando lavamos as mãos, os componentes do aditivo interagem com o detergente, ajudando a remover os depósitos que serão posteriormente queimados dentro da câmara de combustão”, finaliza Sabino.

Para o efeito keep clean e clean up, a BASF desenvolveu seu aditivo Keropur. Os testes realizados pela empresa apontaram que o uso de seu produto no combustível apresentou uma redução significativa nas emissões de CO e HC, além da melhoria na dirigibilidade e aceleração do automóvel e economia de combustível.

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