Em doze meses, o preço médio do litro da gasolina, no Brasil, aumentou 10%. Já o do diesel S-10 (combustível menos poluente e mais adequados às tecnologias dos veículos mais novos) subiu 12%. 
Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), em setembro de 2014, a gasolina era comercializada, na média, a R$ 2,96. Neste mês, o valor do litro está a R$ 3,27. O preço mais alto é encontrado no Acre, onde o combustível custa cerca de R$ 3,79 e o mais baixo no Piauí, a R$ 3,15. 
Já o litro do diesel S-10 custava, em setembro de 2014, R$ 2,64 na média nacional. Agora, está R$ 2,95. O maior valor é R$ 3,42, também encontrado no Acre, e o menor é R$ 2,84, nos postos do Paraná. 
Conforme o economista e professor da UnB (Universidade de Brasília) Newton Marques, a elevação da carga tributária foi o fator que mais impactou na alta. No começo do ano, o governo federal determinou a elevação da taxa de PIS/Cofins, além de reativar a CIDE, para elevar a arrecadação.
E como no país o modal rodoviário é o mais utilizado para o transporte, Newton Marques explica que isso impacta diretamente no custo de vida dos brasileiros. “O aumento ocorre em cadeia. O combustível encarece o frete e isso impacta diretamente no preço final dos produtos”, diz. 
Outro fator que influenciou, segundo ele, foi o aumento do preço cobrado nas refinarias. Como os valores dos combustíveis são controlados, o governo federal vinha mantendo-os congelados para evitar o aumento da inflação. Neste ano, no entanto, a Petrobrás repassou a alta às distribuidoras e, assim, chegaram às bombas.    
Newton Marques lembra, ainda, que o aumento do percentual de álcool na mistura com a gasolina (que chegou a 27% a partir de março) também tem seu papel. Isso porque, o preço do etanol está sujeito aos resultados da produção de cana-de-açúcar. A entressafra, por exemplo, que ocorre aproximadamente de novembro a maio, tende a pressionar os valores nos postos de combustível. 
A possibilidade de o governo federal determinar novo aumento na Cide para elevar a arrecadação, na avaliação de Newton Marques, não seria uma alternativa viável economicamente a ser adotada pelo governo federal. Isso porque, segundo ele, a medida provocaria, como efeito, um aumento significativo de preços no transporte, com impacto direto em diversas cadeias produtivas e na inflação. 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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