Ação, que ocorre em Santo Antônio do Pinhal (SP), completa a primeira metade de atividades com realização de oficina na Bacia do Rio Preto.

A equipe do projeto Águas da Mantiqueira se reuniu em Santo Antônio do Pinhal (SP) com moradores e representantes da comunidade da bacia do Rio Preto no fim de abril, para apresentar os resultados preliminares e discutir os objetivos do projeto de pesquisa. O diagnóstico para a melhor gestão do recurso hídrico do município norteou a reunião, que contou com a presença de mais de 80 pessoas. Dessa forma, o projeto Águas da Mantiqueira entra na última fase de diagnóstico, reunindo desde 2017 mais de 270 pessoas em cinco comunidades de 10 que serão comtempladas. A pesquisa deve ser encerrada em julho, quando os especialistas terão resultados completos e sugestões de diretrizes para o planejamento territorial do município.

O projeto Águas da Mantiqueira é uma parceria entre a Fundação Toyota do Brasil e a Fundepag (Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio) com apoio da Prefeitura de Santo Antônio do Pinhal, a fim de promover uma pesquisa sobre a biodiversidade visando a conservação por meio do planejamento territorial e do desenvolvimento socioeconômico de forma sustentável das 10 bacias hidrográficas do município paulista, localizado na Serra da Mantiqueira – cordilheira que é a maior província de água mineral do mundo.

José Roberto Manna, coordenador técnico do projeto pela Fundepag, enfatiza a importância da participação da população nesses encontros. “É fundamental que todos participem. O nosso objetivo é empoderar a comunidade para auxiliar a prefeitura com informações importantes para o desenvolvimento do trabalho diário do município”, explica.

Como resultado, a pesquisa poderá direcionar o planejamento territorial, respeitando as características ecológicas das áreas naturais de Santo Antônio do Pinhal fundamentais para a organização de diretrizes de desenvolvimento socioeconômico que garantam ao mesmo tempo a conservação da biodiversidade local e a continuidade no abastecimento da comunidade e de milhões de pessoas que dependem das águas da Mantiqueira.

A coordenadora de projetos da Fundação Toyota do Brasil, Thais Guedes, lembra ainda que a proposta do projeto não é retirar a população de suas áreas ou impedir suas atividades econômicas. “Se todos puderem fazer melhorias em suas propriedades para a preservação do meio ambiente, teremos uma qualidade de vida melhor para todos. Não se trata de impedir o trabalho de ninguém ou fechar a porta para o turismo, mas indicar como essas atividades podem ser realizadas com menos impacto à natureza. Essa pesquisa vai contribuir para o desenvolvimento da cidade com propostas sustentáveis”, esclarece.

Além de todas as vertentes do diagnóstico, a iniciativa aborda ainda a educação. Os dados contribuem para que as crianças conheçam e valorizem a região onde moram, fortalecendo o senso de pertencimento daquele local.

A Serra da Mantiqueira foi reconhecida em um artigo científico da Revista Science como o 8º ecossistema mais rico em diversidade de espécies no mundo e considerado insubstituível. Florestas, campos naturais e a fauna da maioria das espécies da Mata Atlântica, distribuídas no relevo da cordilheira, permitem a ocorrência de um clima singular e a maior concentração de água mineral em quantidade e qualidade no planeta. Essas características conferem à região uma função essencial para o Sistema Cantareira, em São Paulo, que abastece diariamente mais de 5 milhões de pessoas.

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