Uma quadrilha de estelionatários foi presa na manhã desta terça-feira (15/09) em Teresina. O esquema consistia em financiar veículos de luxo utilizando documentos de “laranjas”. A operação dói realizada pela Secretaria Estadual da Segurança Pública, por meio das delegacias Geral e de Prevenção e Repressão a Entorpecentes, que apresentou os carros recuperados.
 
O delegado geral, Riedel Batista, confirmou que a investigação iniciou após uma denúncia feita ao próprio secretário da Segurança, Fábio Abreu, que então designou, em caráter especial, o delegado Matheus Zanatta, da Depre, para presidir o inquérito, que contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da SSP-PI. No último fim de semana, foram cumpridos os mandatos de prisão temporária contra J.A. de M.P.; K.A. S. e A.C.M.M.
 
 
Segundo o delegado Matheus Zanatta, o prejuízo está avaliado em cerca de R$ 2 milhões. O líder do grupo está foragido. Seria um homem identificado como Roberto, que se apresentava nas concessionárias com 5 profissões diferentes, além de usar quatro registros de identidade e quatro CPFs.
“Era um golpe muito bem aplicado. Eles usavam CPFs que estavam ativos e regulares. O problema é que nesses CPFs eram utilizados documentos de identidade de outras pessoas. As investigações não acabaram”, informou Zanatta.
O coordenador da Depre, delegado Menandro Pedro, informou ainda que as investigações agora são realizadas contra o crime de receptação. Os veículos de luxo variam de R$ 150 mil a R$ 200 mil, um deles com edição limitada, único modelo no Piauí, eram revendidos bem abaixo do valor de mercado.
 
“Tem caso de um empresário que comprou o carro por R$ 50 mil e depois revendeu a outro empresário por R$ 140 mil. O primeiro pode ser enquadrado por receptação dolosa, mas o segundo adquiriu o veículo pelo valor de mercado e, portanto, comprou de boa fé e acabou enganado”, explicou.
Zanata acredita que, além dos 10 veículos já recuperados, outros ainda podem ser apreendidos. Ele acrescentou ainda que o funcionário da concessionária, Augusto César, foi preso no domingo. Ele participava ativamente do esquema, facilitando as vendas e recebendo R$ 2 mil por cada veículo repassado para o líder da quadrilha.
“Muita gente que adquiriu esses carros foram devolver. Vamos aguardar a conclusão do inquérito para saber o que será feito com esses veículos que, em tese, são do banco”, afirmou Zanatta.
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