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Encerrando o primeiro trimestre de 2013, o mês de março apresentou aumento de recursos liberados para financiamento de veículos, além de uma pequena queda na inadimplência, seguindo a expectativa da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) por melhoras no cenário de financiamentos após o recente anúncio da prorrogação do IPI reduzido na atual taxa, até o final de 2013. 
 
O aumento na liberação de recursos durante o mês de março foi de 19%, atingindo R$ 8,7 bilhões contra R$ 7,3 bilhões de fevereiro. No total dos três primeiros meses do ano foram liberados R$ 25,8 bilhões contra R$ 28,2 bilhões liberados no mesmo período de 2012 – queda de 8,7 % em doze meses. Vale registrar que do montante liberado no primeiro trimestre, R$ 25,2 bilhões foram por CDC e apenas R$ 659 milhões por leasing. 
 
Mesmo com a melhora na liberação de recursos, o saldo total da carteira de veículos ainda não atingiu o patamar esperado.  Foi registrada ainda queda de fevereiro para março, na casa de 0,4 % no saldo das carteiras de financiamento para a aquisição de veículos, passando de R$ 238,4 bilhões em janeiro (CDC e Leasing para pessoa física e jurídica) para R$ 237,4 bilhões em março de 2013. Na comparação com o mesmo período de 2012 (saldo de 245,5 bilhões) a redução foi de 3,3%. 
 
“Dessa maneira a expectativa de um crescimento ao redor de 8 % para o saldo de financiamento em 2013 – posição projetada para dezembro – vai se configurando menos provável de se materializar, haja vista que o crescimento econômico não atinge o ritmo que se acreditava para este ano”, explica o presidente da ANEF, Décio Carbonari. 
 
Em março as taxas médias de juros praticadas pelos associados da ANEF apresentaram nova redução, chegando a 1,23% a.m. e 15,80% a.a. Enquanto isto, a ponderação média das taxas praticadas pelo mercado (bancos de varejo) no financiamento de veículos passaram a ser de 1,51% a.m. e 19,7% a.a, no CDC para pessoa física e 1,24% a.m. e 16% a.a., no CDC para pessoa jurídica. A taxa Selic também se mostrou estável, ficando em 0,58% a.m e 7,25% a.a. 
Segundo Décio Carbonari, as taxas de juros das associadas da ANEF costumam ser menores por ser em grande parte subsidiadas pelas próprias montadoras, atingindo melhores condições e valores mais competitivos, inclusive com a possibilidade, em algumas situações, de oferecer a opção da taxa zero.
 
Inadimplência
 
A falta de pagamento de contratos de financiamento (CDC) acima de 90 dias, no caso de Pessoa Física, apresentou queda em março, chegando a 6,3 % nos contratos de CDC para Pessoa Física. Na comparação com março de 2012 (6,7%), a inadimplência deste público apresentou queda de 0,4 pontos percentuais. 
 
Novidade no boletim da ANEF deste mês, os atrasos de pagamento entre 15 e 90 dias aparecem na lâmina 16. Apesar de menor (1,0 p.p) que no mesmo período de 2012, a quantidade de atrasos com menos de três meses apresentou alta de 0,6 p.p em março, quando comparado com fevereiro, passando de 8,4%.

Modalidades de pagamento
 
As vendas de veículos e comerciais leves durante o primeiro trimestre acentuaram a diminuição da utilização do leasing como forma de pagamento, durante 2012 esta modalidade representava 2% das vendas e nos primeiros meses deste ano passaram a ser responsáveis por apenas 1%. O consórcio representou 8% dos pagamentos destes modelos de veículo e as vendas à vista encerram o ano passado em 39% e demonstraram uma pequena redução neste primeiro trimestre sendo agora responsáveis por 38% da comercialização enquanto os financiamentos passaram de 51% para 53%. 
 
Na comercialização de veículos comerciais, o Finame foi responsável por 77% das vendas, ante 75% de 2012. As vendas à vista passaram de 11% para 10%, o consórcio manteve-se estável em 2% e o leasing passou de 2% para 1%, assim como nos veículos de passeio e comerciais leves. Por fim, a venda financiada (CDC) de veículos comerciais manteve-se estável em 10%. 
 
Entre as motos a variação também foi grande. Em 2012 as vendas eram divididas em 25% à vista, 40% financiadas e 35% por meio do consórcio, já nestes primeiros três meses as vendas à vista subiram para 28%, os financiamentos caíram para 34% e o consórcio subiu para 38%. 
 
Planos e prazos de pagamento
 
Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores seguiram em 60 meses, durante o primeiro trimestre deste ano, no entanto, o prazo médio segue em baixa, chegando no mês de março a 42 meses. No mesmo período de 2012, este prazo médio era de 45 meses.
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