Até o dia 18 de setembro, transportadores que circulam pelo Rio de Janeiro devem estar atentos ao planejamento dos roteiros e das entregas, devido às restrições ao fluxo de veículos de cargas. Os limites foram ampliados, em relação aos praticados normalmente, e começaram a valer na segunda-feira, 18 de julho, em razão da Olimpíada e da Paralimpíada. 
As restrições foram estabelecidas, de formas distintas, para as Linhas Amarela e Vermelha, Avenida Brasil, Centro e Zona Sul, Zonas Norte e Oeste, além da Ponte Rio-Niterói, onde as mudanças foram estabelecidas pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
A Fetranscarga (Federação do Transporte de Cargas do Estado do Rio de Janeiro) disponibilizou, em sua página, os mapas e as vias com restrições ao tráfego de cargas.
 
 
O presidente da entidade, Eduardo Rebuzzi, afirma que, antes de ser estabelecidas, as restrições foram debatidas pelo poder público com o setor. O debate, segundo ele, envolveu, inclusive, transportadores de outros estados, devido à movimentação de cargas com origem ou destino ao Porto do Rio de Janeiro. “Não foi algo imposto, foi negociado até o limite permitido pelas autoridades, considerando não apenas aspectos de mobilidade, mas também de segurança”, explica.
Rebuzzi salienta que os limites de horário para acessar centros comerciais importantes da cidade do Rio fazem aumentar os custos operacionais do transporte e de quem depende das entregas. “Aumenta custo para todos, o comércio tem que ficar aberto à noite para receber cargas, tem custo excedente com trabalhador. As empresas, para ter produtividade maior nas janelas em que o trânsito está liberado, estão colocando mais mão-de-obra. Aumento de custo existe para todo mundo”, diz. Mas ele destaca a relevância do evento esportivo. “Essas restrições ocorrem em todas as cidades do mundo quando tem Olimpíada. Esse é o segundo maior evento logístico mundial. Só perde para uma guerra. Serão 15 mil atletas de mais de 200 países, com mais de 100 chefes de Estado. Então é óbvio que a cidade tem que se adaptar para esse momento”.  

Rede de Faixas Olímpicas
Além disso, todos os condutores devem estar atentos para a Rede de Faixas Olímpicas, que começarão a ser implantadas a partir de 25 de julho. São pistas em diversas vias que serão reservadas para veículos credenciados pelo Comitê Rio 2016, indicadas com a marca Rio 2016. Quem trafegar nessas faixas sem ter autorização está sujeito a multa de R$ 1,5 mil. 
Essa rede será formada por: faixas prioritárias, sinalizadas por uma linha contínua ou tracejada em azul, nas quais poderão rodar veículos da Família Olímpica e de transporte público (ônibus e táxis); faixas dedicadas, de uso exclusivo pela Família Olímpica, indicadas em verde; e faixas compartilhadas, que permitem o tráfego de qualquer veículo, mas os motoristas devem dar preferência ao fluxo da Família Olímpica. Essas últimas estarão indicadas apenas com a marca Rio 2016.
Fonte: Agência CNT de Notícias
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