Aproximadamente 200 municípios brasileiros, especialmente em regiões metropolitanas, adotam medidas de restrição à circulação de veículos de transporte de cargas. Isso decorre de problemas como os congestionamentos e a ausência de vagas para estacionamento. Porém, as restrições elevam os custos do transporte nessas áreas urbanas. Por essa razão, a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) recomenda aos transportadores a cobrança da TRT (Taxa de Restrição ao Trânsito), que busca minimizar essas perdas. A taxa, cobrada sobre o valor final do frete, é de aproximadamente 20%.
O assessor técnico da NTC&Logística Lauro Valdivia explica que há dois fatores principais que fazem aumentar os valores do serviço: “as medidas de restrição à circulação de veículos de transporte de carga reduzem o tempo para fazer o serviço. Então, a empresa transportadora precisa ter mais caminhões e mais motoristas, para não perder prazos e demanda. O segundo motivo é o trajeto, ou seja, ter que desviar de uma área de restrição faz com que o caminhão rode mais, e isso envolve mais custos e menos entregas”.
Um estudo desenvolvido pela entidade aponta que a ampliação do turno de trabalho de motoristas impacta em 18% no custeio da atividade; a operação noturna representa um incremento de 16,5%; e a necessidade de se empregar veículos utilitários para as entregas gera um gasto adicional de 19,7%. 
Atualmente, empresas que trabalham com carga fracionada, por atuarem principalmente dentro das cidades, em regra, adotam a TRT. No entanto, a NTC indica que todo serviço que envolva entrada em uma cidade ou desvio, gerando impactos devido às restrições, deve aplicar a cobrança da taxa. 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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