*José Arnaldo Laguna
 
 
O motor a combustão interna é composto por um conjunto de peças, muitas das quais têm vida útil, pois sofrem desgastes por atrito, corrosão e contaminação pelos resíduos deixados pós-combustão.
A engenharia moderna aplicada na elaboração das peças aliada à tecnologia do sistema de injeção de combustível controlado por computador e a alta qualidade dos lubrificantes ampliaram a vida útil dos motores.
 
Os automóveis dificilmente passam por um processo de desgaste que requeira retificação dos seus componentes com baixa quilometragem. Temos conhecimento que muitos ultrapassam os duzentos, trezentos e até quatrocentos mil quilômetros percorridos sem um reparo interno.
 
Mas, para alcançar esta durabilidade é necessário tomar alguns cuidados. Fazer manutenção periódica no sistema de refrigeração, verificando o nível da água no reservatório expansor, a qualidade desta água que deverá conter um aditivo que elimina a acidez e amplia o ponto de fulgor (fervura). Também é importante realizar a troca periódica do conjunto filtrante: ar, óleo e combustível e da carga do óleo lubrificante, de acordo com a especificação do fabricante do motor e da classificação do lubrificante. É bom optar, se possível, por exceder estas especificações e nunca ao contrário aplicar óleo mais barato, pois será uma economia pouco inteligente.
 
Não esquecer de substituir a correia dentada, conforme o fabricante determina por quilometragem rodada ou por tempo de utilização. Outro cuidado necessário é utilizar o conjunto motor, conforme projetado pelo fabricante do veículo. Isto é um carro de passeio não foi projetado para competições esportivas e muito menos para ser um veículo de transporte de carga.
 
Outra recomendação relevante é estar atento às informações do painel de instrumentos ou computador de bordo porque um pequeno furo no cárter do motor (peça localizada na parte inferior do motor que coleta e deposita o lubrificante para ser sugado pela bomba de óleo) poderá levar o motor a fundir.
O mesmo cuidado deve-se ter com a temperatura máxima do motor, já que há tendência de que as peças de maior volume sejam de alumínio e podem superaquecer, afetando consideravelmente a estrutura e provocar o travamento do motor.
 
As correias de ventilação também precisam ser substituídas. O rompimento suspenderá a refrigeração do conjunto e provocará rapidamente a elevação da temperatura, gerando trincas nas peças e até a fusão de algumas delas.
 
Portanto, mesmo veículo de baixa quilometragem está sujeito a sofrer alguma avaria e, com isso, é necessário passar pelo processo de reparação que na maioria dos casos exigirá uma passagem por uma retífica de motores para uma avaliação do estado dimensional das peças e, se necessário, fazer usinagem do virabrequim, bielas, cabeçote e bloco.
 
Já os motores aplicados em veículos de grande porte, grupos geradores, barcos de pesca, ônibus, máquinas de construção ou agrícolas, trabalham muitas vezes direto, dias seguidos. Desta forma, a necessidade de passarem por processo de recuperação de alguns dos componentes é muito mais comum que a de um automóvel de passeio.
 
São motores de alto valor, aplicados em veículos que geram produção e serviços e precisam estar em boas condições para gerar riquezas.
 
Este é o foco das boas retíficas de motores!
 
*José Arnaldo Laguna – Presidente do CONAREM (Conselho Nacional de Retíficas de Motores)
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*José Arnaldo Laguna
 
 
O motor a combustão interna é composto por um conjunto de peças, muitas das quais têm vida útil, pois sofrem desgastes por atrito, corrosão e contaminação pelos resíduos deixados pós-combustão.
A engenharia moderna aplicada na elaboração das peças aliada à tecnologia do sistema de injeção de combustível controlado por computador e a alta qualidade dos lubrificantes ampliaram a vida útil dos motores.
 
Os automóveis dificilmente passam por um processo de desgaste que requeira retificação dos seus componentes com baixa quilometragem. Temos conhecimento que muitos ultrapassam os duzentos, trezentos e até quatrocentos mil quilômetros percorridos sem um reparo interno.
 
Mas, para alcançar esta durabilidade é necessário tomar alguns cuidados. Fazer manutenção periódica no sistema de refrigeração, verificando o nível da água no reservatório expansor, a qualidade desta água que deverá conter um aditivo que elimina a acidez e amplia o ponto de fulgor (fervura). Também é importante realizar a troca periódica do conjunto filtrante: ar, óleo e combustível e da carga do óleo lubrificante, de acordo com a especificação do fabricante do motor e da classificação do lubrificante. É bom optar, se possível, por exceder estas especificações e nunca ao contrário aplicar óleo mais barato, pois será uma economia pouco inteligente.
 
Não esquecer de substituir a correia dentada, conforme o fabricante determina por quilometragem rodada ou por tempo de utilização. Outro cuidado necessário é utilizar o conjunto motor, conforme projetado pelo fabricante do veículo. Isto é um carro de passeio não foi projetado para competições esportivas e muito menos para ser um veículo de transporte de carga.
 
Outra recomendação relevante é estar atento às informações do painel de instrumentos ou computador de bordo porque um pequeno furo no cárter do motor (peça localizada na parte inferior do motor que coleta e deposita o lubrificante para ser sugado pela bomba de óleo) poderá levar o motor a fundir.
O mesmo cuidado deve-se ter com a temperatura máxima do motor, já que há tendência de que as peças de maior volume sejam de alumínio e podem superaquecer, afetando consideravelmente a estrutura e provocar o travamento do motor.
 
As correias de ventilação também precisam ser substituídas. O rompimento suspenderá a refrigeração do conjunto e provocará rapidamente a elevação da temperatura, gerando trincas nas peças e até a fusão de algumas delas.
 
Portanto, mesmo veículo de baixa quilometragem está sujeito a sofrer alguma avaria e, com isso, é necessário passar pelo processo de reparação que na maioria dos casos exigirá uma passagem por uma retífica de motores para uma avaliação do estado dimensional das peças e, se necessário, fazer usinagem do virabrequim, bielas, cabeçote e bloco.
 
Já os motores aplicados em veículos de grande porte, grupos geradores, barcos de pesca, ônibus, máquinas de construção ou agrícolas, trabalham muitas vezes direto, dias seguidos. Desta forma, a necessidade de passarem por processo de recuperação de alguns dos componentes é muito mais comum que a de um automóvel de passeio.
 
São motores de alto valor, aplicados em veículos que geram produção e serviços e precisam estar em boas condições para gerar riquezas.
 
Este é o foco das boas retíficas de motores!
 
*José Arnaldo Laguna – Presidente do CONAREM (Conselho Nacional de Retíficas de Motores)
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