Responsável por absorver a vibração da correia, o tensionador é um componente que não dá sinais de desgaste e, em caso de quebra, pode representar uma grande despesa para o dono do veículo. Por isso, para evitar dores de cabeça e um rombo no bolso, os técnicos da ZEN, fabricante de autopeças instalada na cidade de Brusque (SC), recomendam aos motoristas ficarem atentos e fazerem uma inspeção preventiva a cada 10 mil quilômetros, ou ainda, no intervalo de um ano.
O tensionador é responsável pelo sincronismo de abertura e fechamento das válvulas e pelo movimento dos acessórios do motor. Durante seu funcionamento, essa peça não emite nenhum sinal de fadiga – nem mesmo quando está prestes a se romper. Um motorista mais atento até pode identificar alguns ruídos anormais ou vibrações excessivas na correia e, em alguns casos, uma luz no painel de serviços pode acender.
Por isso, todo cuidado é pouco. Uma peça com problemas pode afetar o funcionamento de todos os componentes do sistema, causando, desde um funcionamento irregular do motor, até a sua parada imediata. A vida útil do tensionador pode variar de 50 a 60 mil quilômetros.
Se esse item estiver desgastado pode provocar falhas como a rigidez na direção hidráulica, parada do veículo por falta de carga na bateria, superaquecimento do motor e/ou empenamento das válvulas de comando por perda de sincronismo.Nesses últimos dois casos, o prejuízo pode variar de R$ 1 mil,em um veículo popular de oito válvulas; a até R$ 8 mil,em um modelo mais complexo e sofisticado. Isso sem levarmos em consideração as despesas com guincho e deslocamento, que variam de acordo com o local e o momento da falha.
Troca do conjunto
Apesar de não haver um consenso entre os manuais das montadoras, é recomendável que o proprietário do veículo solicite a troca do tensionador e da correia de uma vez só. Dessa forma, o mau funcionamento de uma peça não prejudicará a outra.
Além disso, antes de efetuar a troca dos componentes, solicite ao mecânico eliminar qualquer vazamento de água ou óleo nesse conjunto. Outros cuidados que devem ser observados são o alinhamento das peças, o sentido do tensionamento e a tensão nominal correta.
Feita a troca, algumas dicas podem ser adotadas para garantir maior vida útil ao sistema, como, por exemplo, a não utilização de produtos químicos ou derivados de petróleo na limpeza do conjunto e o não direcionamento de jatos de alta pressão nas polias.
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