Por meio deste aporte, planta da marca passará por modernização afim de tornar-se ainda mais competitiva no cenário regional, produzindo carros cada vez melhores.

A Toyota anuncia investimento de R$ 1 bilhão em sua planta de Indaiatuba, interior de São Paulo (SP). O aporte tem missão de preparar a unidade dentro de um processo de modernização para se tornar mais flexível e competitiva no cenário brasileiro e latino-americano, com o intuito de produzir carros cada vez melhores.

O anúncio foi celebrado pela direção da companhia em cerimônia realizada na tarde de hoje naquela planta, em conjunto com representantes do governo federal, estadual e da cidade de Indaiatuba, além de parceiros, como a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade – Investe São Paulo –, colaboradores e do sindicato local. A ocasião também marcou os 20 anos de operação da unidade de Indaiatuba, reconhecida pela excelência em qualidade na fabricação do líder do segmento de sedãs médios e um dos carros de maior sucesso do Brasil, o Corolla.

Este novo ciclo de investimentos da empresa está intimamente ligado ao seu compromisso em produzir carros cada vez melhores e ao engajamento de toda a sua cadeia de valor. Além disso, trata-se do primeiro investimento da indústria automotiva após o anúncio do Programa Rota 2030 e demonstra a confiança da Toyota no futuro do País.

O montante trará aprimoramento, atualização e modernização de todos os processos na linha de montagem de Indaiatuba em um prazo de até 18 meses. Contempla, ainda, o aperfeiçoamento de mão de obra por meio de atualizações técnicas, melhoria de ergonomia e treinamentos de toda sua força de trabalho.

“O anúncio da Toyota é mais um exemplo da confiança da empresa no Brasil e nos brasileiros. Com esse investimento de R$ 1 bilhão, nossa fábrica se tornará mais flexível e competitiva com o intuito de atender às expectativas de nossos clientes e sermos mais competitivos em nossas exportações”, afirma Steve St.Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e Chairman da Toyota do Brasil, Argentina e Venezuela.

20 anos de Indaiatuba

Para escolha do local que abrigaria o primeiro complexo a fabricar o sedã médio Corolla em solo latino-americano, a Toyota levou em consideração os aspectos logísticos e de qualificação de mão de obra ao selecionar o município de Indaiatuba, interior de São Paulo.

Com a compra de um terreno de 1,5 milhão de metros quadrados e com o posterior investimento de US$ 150 milhões, a Toyota do Brasil iniciou, em 1996, a construção das instalações de sua segunda fábrica no País. Desta forma, em setembro de 1998, com a produção do primeiro Corolla brasileiro, inaugurou-se oficialmente a unidade de Indaiatuba (SP). Dois anos mais tarde foram investidos outros US$ 300 milhões para a modernização e ampliação estrutural desta unidade.

Este novo aporte marcou o início da produção da 9ª geração do Corolla, a partir de junho de 2002. No mês de janeiro de 2003, como resultado do êxito absoluto do sedã médio, a Toyota do Brasil iniciou o segundo turno, que elevou o volume de produção em 120%. Em janeiro de 2004, a planta alcançou a produção acumulada de 100 mil unidades do Corolla.

A consolidação de mercado fez com que a Toyota do Brasil decidisse lançar um novo modelo derivado do sedã: a Fielder, veículo que redefiniu o segmento de peruas. Com a injeção de US$ 15 milhões, a fábrica de Indaiatuba começou a produzir o modelo em maio de 2004, que imediatamente assumiu a posição de liderança, conseguindo reavivar esse segmento no mercado automotivo nacional. Em 2007, a Toyota passou a fabricar em Indaiatuba, com um investimento adicional de US$ 15 milhões, a linha Corolla Flex, composta pelo sedã Corolla e pela Fielder.

A tecnologia de motores que aceitam a utilização de álcool e gasolina puros ou misturados em qualquer proporção foi um trabalho conjunto das engenharias da Toyota do Brasil e do Japão, sendo esta a primeira vez que a Toyota Motor Corporation (TMC) desenvolveu a tecnologia bicombustível e, no caso, exclusivamente voltada ao mercado brasileiro. Em 2008, a Toyota lançou ao mercado a 10ª geração do Corolla. Em março de 2014, foi a vez da 11ª geração do modelo começar a ser produzida e três anos depois, a planta celebrou a marca histórica de 1 milhão de unidades produzidas do Corolla em Indaiatuba.

Como qualidade é fator primordial para a Toyota, a empresa mantém uma pista de testes, localizada no entorno da fábrica, onde engenheiros do departamento de controle de qualidade realizam experimentos constantes para certificação da excelência do modelo produzido. O circuito possui mil metros de extensão e 4,2 metros de largura, possibilitando a verificação, inclusive, de possíveis aprimoramentos no produto.

“A planta de Indaiatuba foi a grande responsável por colocar a Toyota em uma posição de maior destaque no setor automotivo brasileiro e nos orgulhamos muito de sua trajetória. Hoje, o Corolla é referência e um dos carros de maior sucesso no Brasil e isso é resultado do exercício constante de busca pela melhoria contínua, que faz parte do DNA de todos os nossos colaboradores. Tenho certeza que este investimento trará muitos benefícios a eles também, com importantes melhorias na ergonomia e nas condições de trabalho de todos”, reflete Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

Corolla no Brasil

As primeiras unidades do Corolla desembarcaram no Brasil em 1994, quatro anos após o início da abertura de importação no segmento de automóveis no País. Tais mudanças na legislação brasileira em relação ao comércio internacional de veículos assegurou a chegada das primeiras unidades do Corolla no território nacional, importadas do Japão.
Já nos três primeiros anos de vendas no mercado, a Toyota observou um crescente interesse dos consumidores pelo sedã, que já despontava como líder de seu segmento em vários países ao redor do mundo. O aumento constante da demanda apoiou o plano da fabricante para viabilizar sua produção local.

Desde então, o Corolla vem se destacando como um dos veículos de maior sucesso em vendas de seu segmento em todo o Brasil. Nos primeiros oito meses de 2018, por exemplo, o veículo mantém a liderança absoluta entre todos os sedãs médios nacionais, com 38.159 unidades comercializadas, o que representa 44% do total de emplacamentos nesta fatia de mercado.

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