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Toyota e Schneider Electric discutem economia circular no Circular Summit 2021

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Especialistas explicam como as empresas podem ser lucrativas e sustentáveis

A economia circular tem ganhado espaço no centro de investimentos e operações das empresas em suas diversas cadeias produtivas. O aprofundamento do tema e outros assuntos ligados aos novos rumos empresariais para ações mais sustentáveis fizeram parte no Circular Summit, evento on-line organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), em parceria com RX (Reed Exhibitions), que aconteceu nos dias 11 e 12 de agosto.

Um dos destaques da programação, o webinar “Economia Circular no Centro dos Investimentos”, discutiu os impactos da nova organização de mercado no setor automotivo. O debate contou com as participações da Diretora do Segmento Automotivo e Infraestrutura de Transportes da Schneider Electric para América do Sul, Regina Magalhães, a Diretora Regional de Comunicação e Sustentabilidade da Toyota e Presidente da Fundação Toyota Brasil, Viviane Mansi, e a CEO da Carbonext, Janaina Dallan. As convidadas discutiram os novos rumos do setor e o processo de transformação da indústria em busca de operações de menor impacto ambiental e maior lucratividade.

Com a perspectiva de uma retomada econômica pós-pandemia com maior embasamento na economia circular, Regina Magalhães acredita que o setor automotivo pode alavancar esse movimento. “O segmento tem uma cadeia de valor muito grande, envolvendo, por um lado, indústria de metais, plásticos, eletrônicos, tecidos, borracha, dentre outros. Por outro, serviços de manutenção, financeiros, comércio, etc. É uma indústria que tem grande impacto em quase todos os outros setores e o aumento da economia circular pode estimular o uso do modelo em toda a economia”, afirma a executiva da Schneider.

É fato que a relevância das ações pode servir de referência para uma transformação mais ampla dos modelos operacionais. “A indústria automotiva tem uma cadeia de valor muito longa. Portanto, um dos grandes desafios é fazer com que a economia circular permeie toda essa cadeia, passando pelos mais diversos fornecedores, distribuidores, concessionárias”, acredita Mansi. “A empresa já desenvolve ações e está trabalhando intensamente para ampliar o campo de oportunidades”, acrescenta a diretora.

Ações sustentáveis

Toda a movimentação do mercado trazendo temas como sustentabilidade, ESG, economia circular revela a necessidade de superar o atual modelo de economia linear. A meta é focar em operações pautadas na reutilização de materiais, consumo consciente, uso mais eficiente de recursos naturais e energéticos, redução no uso de matéria-prima virgem, uso de sistemas menos poluentes, reciclagem, entre outros, reorganizando toda a cadeia produtiva.

Um dos maiores estímulos, a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), institui 17 compromissos assumidos pelos países. Entre eles estão o desenvolvimento de cidades e comunidades mais sustentáveis, consumo e produção conscientes e parcerias e meios de implementação para o progresso sustentável, sem contar industrialização inclusiva, mais inovadora e com infraestrutura sólida.

Nesse processo, a tecnologia é fundamental. “A internet das coisas, a automação e softwares que permitem a análise inteligente de grande volume de dados, tecnologias que são a base das novas soluções da empresa, promovem um grande aumento de eficiência na indústria e na infraestrutura, reduzem o consumo de energia, aumentam a vida útil dos ativos, reduzem o consumo de recursos naturais e a geração de resíduos. É com base nessas tecnologias que a Schneider definiu a meta de balanço zero de carbono nas suas operações até 2030 e em toda a sua cadeia, incluindo fornecedores e clientes, até 2050”, explica a diretora sobre as ações da empresa.

De olho nos objetivos, a empresa já desenvolve produtos com conceito de “design for environment” (voltados à preservação do meio ambiente) com informações sobre impactos e reaproveitamento dos materiais.

Já a Toyota também tem estipulado metas para formas mais sustentáveis de operação. “Entre ações como zerar a emissão de gás carbônico (CO2) e reduzir o uso da água nos processos fabris, também temos como objetivo atuar em mais harmonia com a natureza. Temos vários projetos nessa direção que passam por upcycling, economia circular, plantio de florestas e restauração de áreas degradadas, conta Mansi.

A empresa já produz uma linha exclusiva de óculos de sol com a reciclagem de para-choques do modelo Hilux, produzidos na Argentina, e reutiliza materiais de uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs) para fabricar a peça antirruído do modelo recente do Corolla sedã, fabricado no Brasil.

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