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11/10/2017 às 12:23

Produção de motos recua em setembro, mas vendas diárias seguem estáveis

Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa agora é fechar o ano com volume de produção estável na comparação com 2016. Previsão inicial era crescimento de 2,5%

 

Dados da ABRACICLO, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, mostram que foram produzidas 76.668 motocicletas em setembro, o que representa recuo de 4,4% sobre o mês de agosto (80.192). Na comparação com o igual período de 2016 (80.509) a retração foi de 4,8%. Os números referentes aos nove primeiros meses do ano também indicam uma queda: no período saíram das linhas de produção 652.192 motocicletas, correspondendo a um recuo de 8,5% na confrontação com o ano anterior (712.999).

Em setembro, o desempenho de vendas no atacado – para as concessionárias – também foi inferior a agosto, com 63.428 unidades repassadas às lojas, o que representa um recuo de 12,8% sobre as 72.778 unidades comercializadas no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2016, a queda é de 16,8% (76.268). Já no acumulado do ano, o recuo é de 11,7%, com 603.351 em 2017 ante 683.453 no ano passado.

"Embora os números ainda sejam negativos, o nível de estoques de determinados modelos nas concessionárias é insuficiente para atender ao mercado, o que pode ter contribuído para limitar o crescimento das vendas no varejo. Isto sinaliza a necessidade de adequação dos níveis de produção atual à demanda”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. Segundo Fermanian, outros fatores que poderão contribuir para um cenário mais animador, a partir de agora, são o Salão Duas Rodas 2017, que ocorrerá de 14 a 19 de novembro em São Paulo, o pagamento do 13º salário e a chegada do verão. "São importantes acontecimentos que aumentam o interesse dos clientes pela compra de motocicletas”, diz.

Os volumes de exportações do segmento de motocicletas continuam a subir e totalizaram 11.208 unidades em setembro, alta de 160,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (4.298) e aumento de 54,8% sobre agosto (7.239). No acumulado, o volume de motocicletas enviadas para outros países foi de 59.244 unidades, 35,4% superior aos 43.752 embarques registrados em 2016. O principal destino das motocicletas exportadas ainda é a Argentina.

Emplacamentos

Com base nos licenciamentos registrados pelo Renavam, as vendas para o varejo totalizaram 66.209 unidades, queda de 13,3% sobre as 76.336 mil motocicletas emplacadas em agosto. Na comparação com setembro do ano passado* (66.822 unidades) foi verificada praticamente uma estabilidade, já que houve recuo de somente 0,9%. Nos nove primeiros meses de 2017 a redução foi de 6,9%: 640.063 licenciamentos em 2017 e 687.280 no ano passado. A média diária de vendas em setembro ficou estável, com 3.310 motocicletas, ou seja, apenas 0,3% menor na comparação com a média de 3.319 unidades registrada em agosto. Contudo, na comparação com setembro do ano passado (3.182) deu um salto de 4%.

(*) Foram desconsiderados os ciclomotores usados, cujo licenciamento junto aos Detrans passou a ser obrigatório a partir da Lei nº 13.154, de 30/07/2015, e da Resolução Contran nº 555/15, de 17/09/2015.

Revisão da projeção

Com os resultados apurados nos nove primeiros meses, a expectativa da indústria, a partir de agora, é fechar o ano com 885.000 unidades produzidas, o que representa estabilidade com relação a 2016, quando foram fabricadas 887.653 motocicletas. A previsão inicial era de um leve crescimento, de 2,5%, chegando a 910.000 até dezembro.

Já o volume para as vendas no atacado foi revisado para baixo: o que se espera é 813.000 unidades até o último mês do ano, ou seja, queda de 5,4% na confrontação com 2016. Antes, era previsto um recuo de 4%, com 825.000 motos vendidas às concessionárias.

No que diz respeito às vendas para o varejo, a redução chegará a 4,4%, devendo fechar dezembro com 860.000 emplacamentos. O esperado era alcançar 890.000, sendo uma queda de 1,1%.      

Para as exportações o cenário ainda é de crescimento, contudo com um volume menor do que era previsto: crescimento de 35,5% para o ano, atingindo 80.000 unidades. No começo de 2017 a indústria vislumbrava um acumulado de 93.000 unidades, o que representaria alta de 57,6%. 

Mesmo com estas revisões, há grande probabilidade de retomada do crescimento a partir de 2018. "Com inflação controlada, abertura de novas vagas de emprego e redução das taxas de juros já é possível deslumbrar um cenário melhor para o próximo ano”, comenta Fermanian.

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