Dados de registros do Hospital de Urgência de Teresina passaram a ser incluídos no relatório do Projeto Vida no Trânsito. As estatísticas do primeiro semestre de 2015 já refletem melhor qualidade de informações, maior fidelidade para que o projeto possa nortear suas ações. O documento revela que os homens ainda configuram o público mais vitimado por acidentes e o número de mortes diminuiu.
Apesar dessa inclusão do HUT, percebe-se redução no número de óbitos, se compararmos o 1º trimestre de 2014 com o mesmo período deste ano, sendo respectivamente 41 e 39 óbitos e comparando o 2º trimestre de 2014 com o 2º trimestre de 2015, são respectivamente 45 e 41 óbitos. Considerando a meta de redução de 50% do número de óbitos proposta pelo PVT entre os anos de 2010 e 2020, Teresina preservou 143 vidas entre os anos de 2011 e 2014.
No perfil das vítimas fatais e graves do 1º semestre, os homens ainda representam o maior percentual, respectivamente 68 (85%) e 794 (81,6%). A faixa etária com maior percentual de vítimas fatais e graves é a de 18 a 25 anos (fatais 23,8% e graves 23,9%), e 26 a 35 anos (fatais 21,3%e graves 29,3%) nesse aspecto chama a atenção o alto  percentual de idosos (60 anos) que foram a óbito (15, 18,8%).
De acordo com a gerente de Educação de Trânsito da Strans, Samyra Motta, os números mostram que houve uma redução nos índices de vítimas fatais, entretanto ainda é necessária uma mudança de comportamento dos condutores para que os números caiam ainda mais. “Percebemos que o comportamento de risco ainda é o fator que tem feito com que intensifique a gravidade das colisões”, acrescentou.
O relatório mostra ainda que os pedestres e ciclistas que foram a óbito apresentaram maiores médias de idade, respectivamente, 63,1 e 62,7 anos. No tocante às vítimas, a maioria era condutor (fatal 68,8%; grave,62,4%), seguido de pedestre (fatal; 17,5%; grave 9,75%). Já  no que diz respeito ao veículo de locomoção, continua sendo a motocicleta a que mais se envolve em acidentes de trânsito para fatal (62,5%) e para grave (84,1%).
Além disso,  a maior parte dos pedestres que vieram a óbito foram atropelados por motociclistas (28,6%), já os automóveis colidem com outros automóveis (25%). Ainda nos fatais, 32% das motocicletas colidem com automóveis, no entanto, para o grupo dos graves, os pedestres são mais vitimados por automóveis (21,5%). A gerente reforça ainda que os dados mostram que o motociclista continua sendo o grupo de risco. “Percebemos que o comportamento de risco dos motociclistas tem causado, inclusive, um aumento na quantidade de atropelamento de pedestres, ou seja, os pedestres estão sendo mais atropelados por motociclistas”, acrescentou.
O relatório revela também que a maior parte dos acidentes acontece no final de semana, mas o que chama atenção é o fato da segunda feira ser o dia com o segundo maior percentual de vítimas fatais em relação aos demais dias da semana. “Esse resultado nos mostra que a imprudência ainda é a causadorada maioria dos acidentes, especialmente, quando envolve vítimas graves e fatais. A mistura de álcool, direção e velocidade têm feito muitas vítimas, por isso é preciso uma mudança de comportamento imediata”, complementou.
Os dados mostram ainda que a vias públicas onde acontecem mais acidentes com vítimas fatais são as BR 343 e BR 316 ( perímetro urbano), respectivamente com 10 e 9 óbitos,  e para vítimas graves foram a Avenida Presidente Kennedy e a BR 343, respectivamente com 22 e 21 vítimas graves.
No que diz respeito aos fatores de risco, o álcool está presente em 38,5% dos acidentes fatais e 14,6% nos feridos graves. Entre as vítimas fatais 28,6% dos motociclistas não usavam capacete e entre os graves 23,2% não estavam com o equipamento de segurança no momento do acidente de trânsito. Já os ocupantes de automóveis estavam sem cinto de segurança em 66,7% das vítimas fatais e 17,6% nos graves. “Esses dados mostram que os nossos condutores estão sendo negligentes, pois não estão utilizando os equipamentos de proteção, com isso o risco de óbito é maior”, enfatizou.
Os motociclistas sem capacete aumentam em 23% o risco de óbito, quando se envolvem num acidente. Já os que fazem uso de álcool, independente do meio de locomoção, aumentam em 163% o risco de óbito. Para os ocupantes de automóveis que não usam o cinto de segurança aumentam em 279% o risco de óbito quando envolvidos em acidentes.
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