Formação dual study alia teoria à prática com estágio garantido e remuneração desde o início do curso

Treze novos estudantes de Administração iniciam sua trajetória profissional na fábrica da Volkswagen Caminhões e Ônibus, em Resende, esta semana. São alunos do programa Dual Study, uma metodologia de ensino pioneira no Brasil lançada pela Associação Educacional Dom Bosco (AEDB) e pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio), com o apoio da VWCO, Maxion e outras empresas da região sul-fluminense.

O programa pretende desenvolver a teoria e prática desde o começo da graduação, assim o estudante adquire e aprimora os conhecimentos em tempo integral. Como parceira do programa, a Volkswagen Caminhões e Ônibus selecionou treze alunos do curso para desenvolverem a prática em sua fábrica em Resende como estagiários nos dois primeiros anos de estudo e, depois, como profissionais contratados.

“Abraçamos essa iniciativa e agora damos as boas-vindas a esses futuros profissionais em nossa fábrica, pois acreditamos em seu potencial e em como a vivência em nossa empresa pode contribuir para sua formação. É uma parceria em que todos se beneficiam: o aluno com a experiência, a universidade pelo diferencial de oferecer essa oportunidade, e nós por recebermos esses jovens talentos para somar forças com nosso time”, avalia Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO além de presidente da AHK Rio.

O projeto chega pela primeira vez ao Brasil pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio), através da rede Duale Hochschule Latinoamérica (DHLA). Trata-se de um método criado na Alemanha em que o aprendizado de nível superior é dividido entre aulas na faculdade e vivência prática empresarial desde o início do curso, com remuneração.

No Brasil, a primeira faculdade a adotar o sistema é a AEDB, que conta com a parceria da Volkswagen Caminhões e Ônibus. O primeiro curso oferecido pelo sistema dual é o de Administração. E empresas parceiras como a VWCO já dão estágio aos alunos a partir do primeiro ano. Além da parte prática garantida, os estudantes ainda contam com o benefício de não pagar pelo curso e receber remuneração até a formação.

Segundo levantamento da rede DHLA, 87% dos formados por este modelo de ensino saem empregados. Além disso, depois da graduação 80% dos estudantes são contratados pela organização que os treinou – metade em posição de liderança. Isso permite aos recém-formados a segurança de um lugar no mercado de trabalho e às empresas reter talentos formados por eles mesmos.

Estrutura especial apoia desenvolvimento dos jovens profissionais

No fim do mês de dezembro, os alunos passaram por dinâmicas organizadas por Recursos Humanos e foram apresentados aos executivos das áreas que os receberão a partir de janeiro. Ao longo do programa, estão previstas quatro rotações, em duas diretorias, com o objetivo de ampliar a visão dos estudantes sobre o negócio. Durante o período letivo, os alunos passam três dias por semana na fábrica e três dias na faculdade.

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