Com 3 dias úteis a mais sobre junho, os emplacamentos de veículos no Brasil somaram 504.574 unidades em
julho, alta de 3,3% em relação a junho e crescimento de 10,2% sobre julho de 2025. Esse foi o 3º. Melhor mês de julho da história, segundo levantamento da Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. No acumulado do ano, até o momento, o setor somou 3.219.957 emplacamentos, 2º. número mais alto já registrado nos sete primeiros meses do ano e avanço de 15,1% na comparação com o
mesmo período de 2025.
“Estamos vivendo um ano com resultados positivos nos segmentos de maior volume, principalmente, no varejo de automóveis, comerciais leves e motocicletas. Além do Programa Carro Sustentável, observamos que a demanda por mobilidade, renovação de frota e investimento permanecem, e a competição entre marcas continua favorecendo a oferta de mais produtos no mercado. Segundo o presidente da Fenabrave, há uma tendência de acomodação do mercado, no segundo semestre, em função das eleições, que acontecem em outubro, e da forte disponibilidade de crédito, ocorrida no primeiro semestre, que pode ter levado a uma antecipação de compras. “Já o Move Brasil Táxi e Aplicativos deverá surtir efeito nos próximos meses, mas ainda não temos como prever resultados, pois depende da aprovação cadastral dos motoristas, que deve melhorar com o FGI- Fundo Garantidor de Investimentos”, avalia Arcelio Junior.
Para ele, apesar de as taxas de juros ainda estarem elevadas, os programas como Carro Sustentável e Move Brasil têm ajudado também nos resultados do segmento de pesados. “No caso de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, o Programa Move Brasil estancou a queda que vínhamos observando, e os emplacamentos que estão por vir, derivados dos pedidos já realizados, podem melhorar ainda mais os números, reduzindo a queda mais acentuada que esperávamos para esses segmentos”, analisa o Presidente da Fenabrave.
Para os segmentos ligados ao agronegócio, a Fenabrave também acredita numa retração na queda observada até o momento. “O Move Agrícola, atrelado ao Programa de Renegociação de Dívidas para produtores rurais, vigentes no final de julho, podem também reduzir a queda estimada para as vendas máquinas agrícolas, como tratores e colheitadeiras”, afirma Arcelio Junior, Presidente da Fenabrave.
Automóveis e Comerciais leves
Automóveis e comerciais leves mantiveram resultados positivos e, juntos, registram o maior crescimento percentual de todo o setor em 2026. “O desempenho mostra que a demanda permanece ativa, principalmente, no varejo e intensificada pelo Programa Carro Sustentável. O mercado de crédito favoreceu os financiamentos nos últimos meses, principalmente, no varejo”, afirma Arcelio Junior.
Programa Carro Sustentável
Os modelos incluídos no programa Carro Sustentável registram números 29,4% superiores ao período antes da implementação do programa. Nota explicativa: O período avaliado refere-se do início do programa (11 de julho de 2025) até o fechamento do mês de julho de 2026, sendo assim a evolução é realizada comparando-se de 11/7/25 a 31/7/2026 frente a 11/7/24 a 31/7/2025.
Automóveis e Comerciais Leves – Híbridos
Os automóveis e comerciais leves híbridos mantiveram o ritmo de expansão em julho. “Para muitos consumidores, o veículo híbrido é a alternativa mais equilibrada para iniciar na eletrificação, oferecendo economia e sustentabilidade, sem depender integralmente de infraestrutura de recarga”, avalia Arcelio Junior.
Automóveis e Comerciais Leves – Elétricos Puros
Os veículos elétricos puros têm registrado crescimento acelerado em 2026, embora ainda representem percentual baixo sobre o total de veículos emplacados. “A ampliação do portfólio de marcas e modelos estão impulsionando o segmento. Para sustentar essa evolução, no entanto, infraestrutura de recarga e previsibilidade
regulatória continuam essenciais”, afirma o Presidente da Fenabrave.
Caminhões
O segmento apresentou reação em julho, com crescimento na comparação mensal e anual, embora o acumulado ainda permaneça abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. “A recuperação é resultado, principalmente, do Programa Move Brasil, etapas 1 e 2. Por ser um segmento ligado ao PIB e desenvolvimento industrial e do agronegócio, o transportador avalia bem o mercado antes de comprar e acaba renovando sua frota quando enxerga demanda, capacidade de pagamento e segurança para assumir um financiamento de longo prazo”, afirma Arcelio Junior.
Ônibus
O segmento tem demonstrado mais dificuldade de reação, entre os pesados, em função da falta de programas governamentais este ano. “No início do ano, o segmento chegou a registrar retração de quase 25% em relação a 2025. A diferença caiu de forma gradual e consistente a partir do segundo bimestre, com a implantação da segunda fase do Move Brasil, que incluiu R$2 bilhões em crédito para financiar ônibus”, analisa o Presidente da Fenabrave.
Motocicletas
Apesar das férias em algumas montadoras, o mercado de motocicletas voltou a crescer em julho e mantém desempenho positivo no acumulado do ano, batendo sucessivos recordes desde 2020. “Com a implantação do Move Brasil – Entregadores e Motoapps, voltado a trabalhadores que utilizam veículos de duas rodas como instrumento profissional, acredito que o segmento pode ganhar ainda maior impulso no segundo semestre”, diz Arcelio Junior.
O programa abriu cadastro em junho e, desde 27 de julho, os profissionais que receberam a confirmação de participação podem procurar as instituições financeiras participantes do programa para análises de crédito e de avaliação de viabilidade de concessão do financiamento.
Para esse segmento, o sistema de consórcios continua sendo forte aliado, representando uma média de 28% das efetivações de vendas no país, e chegando a até 80% em algumas cidades do nordeste.









