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Carro parado estraga? Entenda os impactos da falta de uso no veículo

Longos períodos de inatividade podem acelerar o desgaste de diferentes sistemas do automóvel; saiba como prevenir problemas

Redação por Redação
agosto 27, 2026
em DICAS E SERVIÇOS
Carro parado estraga? Entenda os impactos da falta de uso no veículo

Foto: Divulgação/Bardahl

Citroen

Ao contrário do que muitos motoristas imaginam, deixar o carro parado por longos períodos não significa preservá-lo. A inatividade prolongada pode acelerar o desgaste de diversos componentes, comprometendo a bateria, os pneus, os fluidos e até mesmo o sistema de combustível e partes internas do motor. Seja por viagens, mudança de rotina ou pelo aumento do home office, veículos com baixa rodagem também exigem manutenção preventiva para garantir segurança, desempenho e maior vida útil.

De acordo com Arley Silva, Gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, empresa especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, o funcionamento regular do veículo é fundamental para preservar seus sistemas mecânicos. “O motor e os demais componentes foram projetados para operar em movimento. Quando o veículo fica semanas ou meses parado, o óleo lubrificante pode se degradar e oxidar, perdendo parte da sua capacidade de proteção. Da mesma forma, os fluidos podem deixar de cumprir suas funções adequadamente, enquanto algumas peças ficam mais vulneráveis à corrosão e ao ressecamento no caso das mangueiras. Essa degradação ocorre mesmo sem o carro rodar”, explica.

Entre os componentes mais afetados está a bateria, que sofre descarga natural mesmo com o veículo desligado. Em períodos prolongados de inatividade, a carga pode se esgotar completamente, reduzindo sua vida útil ou até inviabilizando o funcionamento. Os pneus também merecem atenção, já que permanecer apoiados na mesma posição por muito tempo pode provocar deformações, comprometendo a estabilidade e a dirigibilidade do veículo.

Outro ponto que merece atenção é o sistema de combustível. Com o tempo, a gasolina pode oxidar, favorecendo a formação de resíduos no tanque e nos bicos injetores. Segundo o especialista, esses depósitos comprometem a combustão e podem causar dificuldade na partida, perda de desempenho e aumento do consumo de combustível. No caso do etanol, também há risco de corrosão em componentes do sistema.

Lubrificantes e fluidos também se degradam com o passar do tempo, mesmo quando o veículo roda pouco. Por isso, a troca não deve considerar apenas a quilometragem, mas também o prazo em meses indicado no manual do proprietário. O óleo do motor, por exemplo, pode perder desempenho, absorver umidade, favorecer a formação de borra e aumentar o desgaste interno dos componentes. Essa mesma degradação e envelhecimento pode ocorrer nos fluidos de arrefecimento, de freio e de transmissão, tornando essencial seguir os intervalos de substituição recomendados pelo fabricante.

Para reduzir os impactos do pouco uso, recomenda-se colocar o veículo em funcionamento periodicamente. Ligar o motor e rodar alguns quilômetros ajuda a manter a bateria carregada, favorece a circulação dos lubrificantes e evita o ressecamento de componentes internos. “Quando realizada com regularidade, essa prática contribui para preservar o sistema de lubrificação, movimentar os fluidos e minimizar os efeitos da inatividade prolongada”, afirma.

Antes de deixar o veículo parado por um período mais longo, também é importante verificar os níveis do óleo lubrificante e dos fluidos. “O uso de aditivos específicos para o combustível, arrefecimento e para o sistema de lubrificação pode contribuir para preservar os componentes internos, reduzindo a formação de depósitos e protegendo peças metálicas contra corrosão e oxidação durante os períodos de pouca utilização”.

Por fim, Arley ressalta que, “ao retomar o uso do automóvel após semanas ou meses de inatividade, uma revisão preventiva é indispensável. Conferir a carga da bateria, a calibragem e o estado dos pneus, os níveis dos fluidos e o funcionamento do sistema de freios ajuda a garantir que o veículo volte a circular com segurança, desempenho e confiabilidade”, finaliza.

Tags: carro paradoManutençãoRevisão

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