A chinesa GWM completa três anos de operação no Brasil exibindo crescimento acelerado em vendas, avanço da produção local e aposta em uma estratégia que combina diferentes tipos de motorização. A marca chegou ao país em abril de 2023 e, desde então, ampliou rapidamente seu portfólio e presença no mercado.
A operação brasileira começou com dois modelos eletrificados e hoje já inclui SUVs, picapes e veículos de maior porte, combinando versões híbridas, elétricas e a combustão. Entre os destaques está o Haval H6, que se firmou como um dos principais nomes entre os SUVs híbridos no país.
Outro movimento recente foi a entrada em segmentos mais tradicionais. O Haval H9, por exemplo, passou a disputar espaço entre os SUVs grandes e chegou a superar rivais como o Toyota SW4 em determinados momentos, indicando maior aceitação da marca fora do nicho eletrificado.

Os números mostram a evolução da operação. Após cerca de 29 mil veículos vendidos em 2024, a GWM ultrapassou 42 mil unidades em 2025. Em 2026, o ritmo segue forte, com recorde mensal em março e crescimento acima de 130% no acumulado do ano até o primeiro trimestre.
A produção local ganhou força com a inauguração da planta de Iracemápolis (SP), em 2025. A unidade tem capacidade anual de 50 mil veículos e já monta modelos como Haval H6, Poer P30 e Haval H9. A estratégia inclui nacionalizar etapas importantes da produção e fortalecer fornecedores locais.

A marca também adotou práticas pouco comuns no setor, como preço único em todo o país e vendas digitais em parceria com o Mercado Livre. Outros diferenciais incluem recompra garantida e serviços como oficina móvel, buscando reduzir custos e aumentar a previsibilidade para o consumidor.

Com previsão de investimento de R$ 10 bilhões no Brasil ao longo de uma década, a montadora planeja novos lançamentos, cerca de 12 apenas em 2026, ampliando a atuação em diferentes segmentos.
Além dos modelos atuais, a empresa também testa soluções com hidrogênio no país, em parceria com instituições como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas. A tecnologia foi apresentada ao público durante a COP30 e deve ganhar novos testes no Brasil.
A operação brasileira inclui ainda investimentos em atendimento e manutenção. A empresa criou um centro de treinamento em parceria com o SENAI e ampliou o estoque de peças para melhorar o suporte ao cliente.
Com produção local, crescimento consistente e expansão do portfólio, a GWM passa a tratar o Brasil como peça central em sua estratégia na América Latina, e um dos mercados mais relevantes fora da China.











