Manter um carro pesa, e muito, no orçamento das famílias brasileiras. Segundo pesquisa conduzida pelo Serasa, 67% dos lares do país colocam os custos com o automóvel entre os três maiores gastos anuais. Combustível, seguro, IPVA, licenciamento, manutenção, pneus, pedágios e estacionamento formam uma conta que pode comprometer uma parcela significativa da renda ao longo do ano.
“Considerando um veículo de uso diário popular, os gastos médios com combustível, seguro, impostos, manutenção e lavagem podem chegar a R$ 1.632 por mês, podendo variar conforme o modelo, a idade do veículo e a quilometragem percorrida”, afirma Ubirani Pinho, CEO da TODOS Protegidos, associação de proteção veicular.
O valor, que supera o salário mínimo nacional vigente, pode ser reduzido com mudanças na rotina e na forma de contratar alguns serviços, segundo Ubirani. Entre as alternativas estão dirigir de maneira mais econômica, manter a manutenção preventiva em dia e avaliar modalidades de proteção para o veículo que possam representar menor custo.
Proteção veicular como economia
“O combustível continua sendo o item que mais impacta o orçamento da maioria dos brasileiros, devido às constantes oscilações de preço e ao uso diário do veículo”, explica Ubirani. O empresário ressalta ainda que, diante das oscilações causadas pelos conflitos internacionais, o preço do combustível pode subir mais.
Quando o assunto é a proteção do veículo, o cenário também passou por mudanças. A Lei Complementar nº 213/2025 estabeleceu regras para as operações de proteção patrimonial mutualista, enquanto a regulamentação do setor avançou em 2026. Nesse contexto, o motorista pode avaliar alternativas de proteção considerando não apenas o preço, mas também as condições de cobertura e a regularidade da associação contratada.
“Com as mesmas vantagens do seguro, a proteção veicular funciona por meio de associações, nas quais os participantes contribuem para um fundo destinado a cobrir eventos previstos nas condições da proteção contratada”, declara Ubirani. Segundo o executivo, uma das vantagens desse modelo pode ser o custo. “Na TODOS Protegidos, praticamos preços 20% abaixo da média do mercado.”
Além da possibilidade de reduzir o gasto mensal, a proteção pode ajudar o motorista a lidar com despesas inesperadas relacionadas a eventos previstos no regulamento, como colisões, furtos e roubos. “É importante que o consumidor verifique quais situações estão efetivamente cobertas, as condições do contrato e os valores envolvidos antes de contratar”, orienta Ubirani.
Como evitar gastos desnecessários?
Além de escolher a proteção veicular, Ubirani ressalta que alguns hábitos ao volante também podem ajudar a reduzir as despesas. Em primeiro lugar, é recomendado dirigir de forma constante, evitando acelerações e frenagens bruscas, já que essas ações aumentam o consumo de combustível e desgastam o sistema de freios.
Evitar multas também contribui para reduzir os gastos com o carro. Da mesma forma, pagar os impostos em dia ajuda a evitar juros por atraso.
Realizar alinhamento e balanceamento periodicamente ajuda a aumentar a vida útil dos pneus, uma vez que distribui o peso do carro de forma equilibrada entre eles. Nesse mesmo sentido, manter os pneus calibrados também ajuda a economizar, já que prolonga sua vida útil do item e diminui o consumo de combustível.
Por fim, Ubirani também recomenda fazer as revisões preventivas dentro dos prazos recomendados para evitar falhas e imprevistos que geram custos de reparo mais elevados. “Além disso, é importante trocar o óleo, os filtros e o kit de correias conforme o manual do fabricante, prevenindo despesas decorrentes de falhas”, explica.
“Manter um veículo em 2026 exige planejamento financeiro e escolhas inteligentes, mas a adoção de uma condução consciente, a realização de revisões periódicas e a contratação de uma associação de proteção veicular contribuem para reduzir custos e evitar despesas inesperadas”, finaliza o CEO.
Disclaimer: A TODOS Protegidos é uma associação de caráter mutualista e sem fins lucrativos. Por isso, não pode ser chamada de “empresa”, “companhia” ou termos similares. Da mesma forma, devido à sua natureza mutualista, a TODOS Protegidos não possui “faturamento”, mas realiza rateios para subsidiar suas operações.










