Flávio Figueredo
Jacaréi (SP)
 
 
 
 
O Brasil ganha sua primeira fábrica de automóveis de origem chinesa, a Chery, que tem capacidade de produzir 150 mil automóveis/ano. A cerimônia de inauguração das instalações fabris contou com a presença do Vice-Presidente da República, Michel Temer, do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Ministro do Trabalho, Manoel Dias, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e demais autoridades. Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, também participou do evento e acredita que a chegada da Chery marca mais um momento importante para a indústria nacional: “A inauguração da fábrica da Chery demonstra claramente a confiança no futuro do setor automotivo e, em consequência, no desenvolvimento da indústria automobilística e da economia brasileira como um todo”.
 
A Chery investiu, com recursos próprios, US$ 530 milhões, ou mais de R$ 1,2 bilhão, em duas novas fábricas: a de automóveis, que recebeu aporte de US$ 400 milhões, e a de motores, da Acteco, marca pertencente ao grupo Chery, que contou com investimento de US$ 130 milhões. Com isso, a marca espera aumentar suas vendas no país, que somaram 8 mil unidades em 2013, e chegar a 3% de participação no mercado (15 mil unidades). Para isso, deve expandir também sua rede de concessionárias, que conta hoje com 67 lojas em todo o país. A Chrey pretende concentrar esforços na região nordeste do país, onde tem melhores resultados.
 
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“A decisão de ter uma unidade industrial nacional foi tomada em 2009, antes mesmo do anúncio do aumento dos 30 pontos percentuais do IPI para carros importados. Desde lá, passamos por uma série de situações, como o anúncio do Inovar-Auto, e o cenário atual do setor continua não influenciando em nossa decisão. A Chery Brasil será o headquarter da Chery na América Latina”, declara Roger Peng, presidente da Chery Brasil.
 
De acordo com Luis Curi, vice presidente da Chery Brasil, a empresa passa a contar, a partir de 2018, também com um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, com aporte de R$ 50 milhões.“No futuro, provavelmente a partir de 2018, a Chery terá um automóvel pensado, desenvolvido e produzido especialmente para o mercado brasileiro. O centro de P&D também vai atuar no desenvolvimento de novos modelos para a América Latina”, diz Curi.
 
A fábrica de Jacareí tem uma área construída de 400 mil metros quadrados, em um terreno de mais de um milhão de metros quadrados, onde estão localizadas três unidades produtivas – montagem, soldagem e pintura, além do prédio administrativo e da edificação do restaurante. O complexo da Chery em Jacareí ainda contempla uma pista de testes, que conta com variações diversas de terreno, possibilitando simular as condições mais adversas de solo. São mais de três mil empregos gerados.
 
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A partir de setembro os pré-séries das versões hatch e sedan da nova geração do Celer começarão a ser fabricados. Em dezembro próximo terá início a produção comercial para abastecer a rede de concessionárias da marca, que atualmente conta com 67 revendas. No primeiro ano de operação, além da nova geração do Celer, está previsto também o novo QQ, totalmente reformulado, que começa a ser produzido no segundo trimestre de 2015. O modelo de entrada da marca passará por uma modificação agressiva em seu layout, além de contar com motor 1.0 flex de três cilindros. Em 2016 chega a vez de um terceiro modelo, um utilitário esportivo. Associada ao início da montagem deste modelo está previsto o começo das exportações dos automóveis Chery oriundos de Jacareí. Os três modelos – SUV, QQ e Celer – abastecerão a rede Chery de países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru.
 
Junto com a unidade industrial de carros de passeio, a Chery inaugura também outra fábrica, voltada à produção de motores da marca Acteco, que recebeu investimento de US$ 130 milhões (mais de R$ 250 milhões). Situada também em Jacareí, próximo à unidade de automóveis, a fábrica de motores é responsável, a princípio, pela produção de propulsores 1.0 e 1.5 litros.
 
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O primeiro modelo a ser fabricado em Jacareí, o Celer, nas versões hatch e sedan, inicia sua produção com mais de 50% de índice de nacionalização, graças a parceria da Chery com diversos fornecedores locais. O índice de nacionalização dos modelos Chery fabricados no Brasil será aumentando gradualmente, podendo chegar a 70% em aproximadamente dois anos, momento no qual a Acteco também passará a fornecer transmissões, que passarão a ser produzidas pela empresa.
 
*Jornalista viajou a convite da Chery Brasil
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Flávio Figueredo
Jacaréi (SP)
 
 
 
 
O Brasil ganha sua primeira fábrica de automóveis de origem chinesa, a Chery, que tem capacidade de produzir 150 mil automóveis/ano. A cerimônia de inauguração das instalações fabris contou com a presença do Vice-Presidente da República, Michel Temer, do Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do Ministro do Trabalho, Manoel Dias, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, e demais autoridades. Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, também participou do evento e acredita que a chegada da Chery marca mais um momento importante para a indústria nacional: “A inauguração da fábrica da Chery demonstra claramente a confiança no futuro do setor automotivo e, em consequência, no desenvolvimento da indústria automobilística e da economia brasileira como um todo”.
 
A Chery investiu, com recursos próprios, US$ 530 milhões, ou mais de R$ 1,2 bilhão, em duas novas fábricas: a de automóveis, que recebeu aporte de US$ 400 milhões, e a de motores, da Acteco, marca pertencente ao grupo Chery, que contou com investimento de US$ 130 milhões. Com isso, a marca espera aumentar suas vendas no país, que somaram 8 mil unidades em 2013, e chegar a 3% de participação no mercado (15 mil unidades). Para isso, deve expandir também sua rede de concessionárias, que conta hoje com 67 lojas em todo o país. A Chrey pretende concentrar esforços na região nordeste do país, onde tem melhores resultados.
 
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“A decisão de ter uma unidade industrial nacional foi tomada em 2009, antes mesmo do anúncio do aumento dos 30 pontos percentuais do IPI para carros importados. Desde lá, passamos por uma série de situações, como o anúncio do Inovar-Auto, e o cenário atual do setor continua não influenciando em nossa decisão. A Chery Brasil será o headquarter da Chery na América Latina”, declara Roger Peng, presidente da Chery Brasil.
 
De acordo com Luis Curi, vice presidente da Chery Brasil, a empresa passa a contar, a partir de 2018, também com um Centro de Pesquisa & Desenvolvimento, com aporte de R$ 50 milhões.“No futuro, provavelmente a partir de 2018, a Chery terá um automóvel pensado, desenvolvido e produzido especialmente para o mercado brasileiro. O centro de P&D também vai atuar no desenvolvimento de novos modelos para a América Latina”, diz Curi.
 
A fábrica de Jacareí tem uma área construída de 400 mil metros quadrados, em um terreno de mais de um milhão de metros quadrados, onde estão localizadas três unidades produtivas – montagem, soldagem e pintura, além do prédio administrativo e da edificação do restaurante. O complexo da Chery em Jacareí ainda contempla uma pista de testes, que conta com variações diversas de terreno, possibilitando simular as condições mais adversas de solo. São mais de três mil empregos gerados.
 
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A partir de setembro os pré-séries das versões hatch e sedan da nova geração do Celer começarão a ser fabricados. Em dezembro próximo terá início a produção comercial para abastecer a rede de concessionárias da marca, que atualmente conta com 67 revendas. No primeiro ano de operação, além da nova geração do Celer, está previsto também o novo QQ, totalmente reformulado, que começa a ser produzido no segundo trimestre de 2015. O modelo de entrada da marca passará por uma modificação agressiva em seu layout, além de contar com motor 1.0 flex de três cilindros. Em 2016 chega a vez de um terceiro modelo, um utilitário esportivo. Associada ao início da montagem deste modelo está previsto o começo das exportações dos automóveis Chery oriundos de Jacareí. Os três modelos – SUV, QQ e Celer – abastecerão a rede Chery de países como Argentina, Uruguai, Colômbia, Equador, Venezuela e Peru.
 
Junto com a unidade industrial de carros de passeio, a Chery inaugura também outra fábrica, voltada à produção de motores da marca Acteco, que recebeu investimento de US$ 130 milhões (mais de R$ 250 milhões). Situada também em Jacareí, próximo à unidade de automóveis, a fábrica de motores é responsável, a princípio, pela produção de propulsores 1.0 e 1.5 litros.
 
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O primeiro modelo a ser fabricado em Jacareí, o Celer, nas versões hatch e sedan, inicia sua produção com mais de 50% de índice de nacionalização, graças a parceria da Chery com diversos fornecedores locais. O índice de nacionalização dos modelos Chery fabricados no Brasil será aumentando gradualmente, podendo chegar a 70% em aproximadamente dois anos, momento no qual a Acteco também passará a fornecer transmissões, que passarão a ser produzidas pela empresa.
 
*Jornalista viajou a convite da Chery Brasil
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