Até o final do ano que vem, as empresas fabricantes de veículos terão que alcançar uma redução média de 12% no consumo de combustíveis. A meta foi fixada em 2012, com a implantação do Programa Inovar-Auto pelo governo federal. Com ele, as montadoras que assumiram o compromisso de atingir o resultado se viram livres de uma sobretaxação do IPI de 30 pontos percentuais. O objetivo era melhorar a eficiência energética dos modelos, obtendo, assim, redução nas emissões de poluentes e de gases causadores do efeito estufa. 
No entanto, segundo o presidente da AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), Edson Orikassa, a crise econômica tem representado um desafio para que a meta seja atingida, por causa da diminuição nas vendas. “Algumas fábricas fizeram um planejamento de melhoria, para alcançar a redução média de 12%, com base em uma estimativa de vendas que não está se confirmando. Então, a área de planejamento das empresas automobilísticas está bastante empenhada em tentar resolver essa equação”, explica ele.
O cálculo da redução obtida por fabricante é feito por meio de uma média ponderada, que considera o desempenho de cada modelo e a quantidade de unidades comercializadas no período. 
Dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) apontam que, entre janeiro e maio de 2016, foram emplacadas 24% menos unidades novas que no mesmo quadrimestre de 2015. Somente em maio, a produção caiu 18% frente a quinto mês do ano passado, alcançando o mesmo índice de 2004. 

Ganhos ambientais
Conforme Orikassa, o desenvolvimento tecnológico dos veículos brasileiros, para reduzir os impactos ambientais, seguiu, inicialmente, as diretrizes do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), criado em 1986. Implementado em fases, ele tem buscado diminuir a emissão de poluentes, promover o desenvolvimento tecnológico nacional e a melhoria das características dos combustíveis. 
A fase mais recente (P7) começou a valer em 2012, por meio da qual se tornou obrigatória a implantação de sistemas de pós-tratamento dos gases para motores a diesel, reduzindo a quantidade de poluentes lançados na atmosfera. 
Com o Inovar-Auto, também de 2012, o ganho de eficiência energética, por meio da redução do consumo, também se tornou prioridade. “Veículos com injeção direta, câmbio CVT, motor de três cilindros turbo são tecnologias que têm vindo para atender à meta desse programa”, diz Orikassa. 
PCVE
Ainda, segundo ele, as novas diretrizes para o desenvolvimento de sistemas adequados à realidade brasileira e que provoquem cada vez menos danos ao meio ambiente deve avançar por meio do PCVE (Programa de Combustível e Tecnologia Veicular e Emissões). Implantado oficialmente em maio deste ano, o programa realiza testes e simulações, cujos resultados formarão um banco de dados científicos. 
Essas informações ajudarão a aprimorar o monitoramento da qualidade do ar e a projetar as ações necessárias para que haja menos poluição e mais eficiência. “As simulações desenvolvidas permitem identificar quais são as tecnologias veiculares ou os combustíveis que precisam ser introduzidos no mercado brasileiro, para resolver problemas daqui em termos ambientais”, explica o presidente da AEA.
Futuro
O planejamento de carros do futuro cada vez menos poluentes está diretamente atrelado a novas políticas públicas. “Quem vai estabelecer as novas metas de emissões, de acordo com as necessidades locais, é o poder público”, afirma Orikassa. E a tendência são os veículos híbridos (com motores movidos a combustíveis e eletricidades) e totalmente elétricos. 
Porém, há entraves que precisam ser superados, entre os quais estão o alto valor da tecnologia e ausência de regras e a falta de estratégias que permitam a massificação dos modelos, como, por exemplo, para a criação de postos de recarga. 
Etiquetagem veicular
O PBE (Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular), desenvolvido pelo Inmetro, também inclui os modelos de veículos. Para saber quais são mais eficientes, com melhor desempenho e menos consumo de energia, basta fazer a consulta: http://pbeveicular.petrobras.com.br/TabelaConsumo.aspx
 
Fonte: Agência CNT de Notícias
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