A Audi mostrou que evoluiu e esteve na briga pela vitória na quinta etapa do Campeonato Mundial de Endurance, disputada na noite deste sábado (3) na Cidade do México. O brasileiro Lucas di Grassi, que divide a condução do R18 #8 com o francês Loïc Duval e com o britânico Oliver Jarvis, estabeleceu a pole-position para a etapa – a primeira de sua carreira no FIA WEC – e estava lutava por mais uma vitória.
O brasileiro travava uma disputa sensacional pela ponta contra o Porsche de Mark Webber. Após seu turno, entregou o carro a Duval, que se manteve na briga. Na vez de Jarvis assumir o volante do #8, a chuva começou a cair no traçado mexicano e, junto dela, um problema no rolamento de roda, fazendo o britânico perder o controle do carro e acertar a barreira de proteção.
Ele ainda conseguiu retornar aos boxes, mas o time levou mais de 30 minutos para concluir os reparos. Logo depois, teve de retornar aos pits com um problema hidráulico. Assim, foi praticamente o fim da prova para o trio, que agora ocupa o terceiro lugar na tabela. A vitória ficou com o Porsche de Webber, Hartley e Bernhard.
 
“Foi uma pena essa corrida aqui do México”, lamentou Lucas. “Depois de uma excelente classificação com a pole, lideramos as primeiras duas horas de prova. Conseguimos abrir 15 segundos na liderança na parte inicial, e depois teve uma briga bem legal com o Mark Webber”, descreveu Lucas, que agora soma 77,5 pontos na terceira posição, a 44 dos líderes e a 2,5 pontos dos vice-líderes, faltando quatro corridas para o final da temporada. 
Depois de cumprir seu turno, os problemas se iniciaram. “Entreguei o carro na primeira posição, e depois disso as coisas começaram a andar para trás. Saio do México bastante frustrado – e não é a primeira vez – por ter tido a chance de vencer e ter de abdicar disso em função de problemas com o carro. Ficamos devendo para o ano que vem”, analisou.
Mesmo assim, Di Grassi tira lições que podem o ajudar na próxima etapa do FIA WEC, que acontece dentro de duas semanas no circuito de Austin, nos Estados Unidos. “Pelo menos pudemos mostrar que a Audi tem sim condições de brigar com a Porsche e de buscar vitórias. Vamos para Austin agora sempre buscando ganhar as corridas, porque agora a luta pelo título ficou ainda mais difícil para nós. A questão é tentar vencer o maior número possível de provas”, concluiu o brasileiro, que retorna à Europa com destino à Inglaterra para a bateria final de três dias de testes da Fórmula E, a se iniciar nesta segunda-feira (5).
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