A ANEF – Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras – estima que o saldo de financiamento de veículos e motocicletas em 2015 será de R$ 192,7 bilhões, ante os R$ 212,7 bilhões de 2014, representando uma queda de 9,4%. A entidade também projeta retração de 1,7% nos recursos liberados devido à atual conjuntura de arranjos econômicos.
“Iniciamos um período de ajustes estruturais na política macroeconômica, que impactarão o setor automobilístico”, avalia Décio Carbonari, presidente da ANEF. Apesar dos efeitos negativos que começaram a ser observados principalmente a partir de janeiro, Carbonari avalia positivamente os ajustes em andamento. “Num primeiro momento de alterações substanciais na política econômica, é esperado que a insegurança gerada impacte os hábitos de consumo e investimentos por parte das pessoas e organizações, como já se observou em outras ocasiões em diferentes mercados. Porém, uma vez estabilizado, surgirá um novo cenário alicerçado em fundamentos mais seguros, e a tendência será a retomada do crescimento. Nós vamos ultrapassar esta crise como já fizemos em outros momento s de fragilidade ainda maior da economia brasileira”, analisa.
O saldo do crédito bancário brasileiro alcançou, em fevereiro de 2015, o valor de R$ 3,0 trilhões, um aumento de 11% no ano, representando 58,6% do PIB. O saldo do crédito para aquisição de veículos pelas pessoas físicas e jurídicas corresponde a 4% do PIB contra 4,6% no mesmo período do ano anterior, um decréscimo de 0,6 p.p., passando a representar 6,9% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 13,3% do total das operações de crédito – recursos livres.
Saldo total das carteiras
A soma dos saldos das carteiras de veículos é de R$ 208 bilhões, o que representa queda de 1,1% em relação a janeiro e de 7,2% em doze meses. O saldo de financiamentos CDC é de R$ 200,2 bilhões, retração de 1% no mês e de 5,3% em um ano. O saldo de leasing ficou em R$ 7,8 bilhões, queda de 3,7% no mês e de 38,6% em doze meses.
Recursos liberados
O total acumulado de recursos liberados nos dois primeiros meses do ano foi de R$ 15,5 bilhões, queda de 13,1% em relação ao mesmo período do ano passado. A maior parte destes recursos foi liberada para CDC, totalizando R$ 15,1 bilhões, retração de 13,5% em doze meses. Em fevereiro, o total de recursos liberados para financiamento CDC foi de R$ 6,6 bilhões, uma redução de 22,4% em comparação a janeiro e de 19,6% em doze meses.
Juros
As taxas de juros dos bancos de montadoras permanecem mais atrativas para o consumidor, ficando em fevereiro 1,49% ao mês e 19,42% ao ano. Os bancos de varejo no mesmo período ofereceram taxas médias de 1,86% a.m. e 24,8% a.a. para pessoa física no CDC.
Planos e prazos
Os planos máximos disponibilizados pelos bancos aos consumidores foram mantidos em 60 meses entre fevereiro de 2014 e fevereiro de 2015. O prazo médio das concessões em fevereiro manteve os 42 meses alcançados no mesmo período de 2014.
Inadimplência
A inadimplência do total do crédito do SFN foi de 5,4%, o que significa aumento de 0,1 p.p. no mês e queda de 0,2 p.p. em doze meses.  No CDC, a inadimplência ficou estável em 3,9% com queda de 1.2 p.p. em doze meses.
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